BRB propôs que Vorcaro deixasse sociedade do Master, diz ex-presidente

O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, afirmou que, nos termos da negociação para a compra do Banco Master, estava prevista a saída do dono da instituição, Daniel Vorcaro, do controle societário. A declaração foi feita durante uma acareação realizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 30 de dezembro, à qual a CNN teve acesso.

Segundo Costa, a aquisição do Banco Master representaria um “conjunto de complementaridade” entre as instituições, especialmente pela atuação digital do banco privado.

“Quando nós olhamos essa mistura de complementaridades, entendemos que isso poderia resultar em um bom negócio, desde que fosse realizada uma auditoria relevante do Banco Master e que apenas ativos e passivos compatíveis com o perfil de risco do BRB fossem incorporados”, afirmou.

De acordo com ele, o BRB contratou assessores independentes para emitir pareceres sobre as sinergias da operação e avaliar a percepção do mercado. A análise final indicou a incorporação de R$ 51,2 bilhões dos cerca de R$ 75 bilhões em ativos do Banco Master.

Apesar do entendimento sobre a complementaridade entre as instituições, Costa destacou que os termos da negociação previam a mudança do nome do banco e a saída de Vorcaro do controle.

Já na última proposta que foi enviada ao Banco Central, a instituição avaliou “que ele deixasse de ser sócio do Banco Master”.

 

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