Boate Kiss: produtor condenado pelo incêndio vai para regime aberto

Luciano Bonilha Leão — ex-produtor musical condenado pelo incêndio na Boate Kiss — teve a progressão para o regime aberto concedida pela Vara de Execução Criminal Regional de Santa Maria na última sexta-feira (30).

O Ministério Público havia se manifestado favoravelmente às remições por trabalho e estudo do preso, mas solicitou a realização de exame criminológico antes da progressão.

De acordo com o TJRS (Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul), Luciano cumpriu 28% da pena (3 anos, 1 mês e 28 dias), restando 7 anos, 10 meses e 2 dias. Ele está no regime semiaberto desde setembro de 2025 e possui o requisito objetivo para a progressão ao aberto desde janeiro de 2026.

Luciano permanecerá em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico até sua inclusão formal no programa. A Juíza determinou a expedição do alvará de soltura e autorizou o trabalho externo, compatível com o regime aberto.

Inicialmente, o ex-produtor havia sido condenado a 18 anos de prisão, mas em 26 agosto de 2025, os desembargadores do TJRS decidiram, por unanimidade, reduzir as penas impostas aos quatro réus. Em 2021, eles foram condenados por homicídio com dolo eventual pela morte de 242 pessoas e lesões em mais de 600 vítimas do incêndio.

Relembre o caso

Em 27 de janeiro de 2013, um incêndio na Boate Kiss, localizada na área central de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, resultou na morte de 242 pessoas e feriu 636. No local acontecia a festa universitária “Agromerados

O fogo teve início após um dos integrantes da Banda Gurizada Fandangueira disparar um artefato pirotécnico e as fagulhas atingirem o teto, que era revestido de espuma.

Os sócios da boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, o vocalista da Banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha Leão foram condenados no dia 10 de dezembro de 2021.

Veja como eram as penas:

  • Elissandro Callegaro Spohr: 22 anos e 6 meses de reclusão
  • Mauro Londero Hoffmann: 19 anos e 6 meses de reclusão
  • Marcelo de Jesus dos Santos: 18 anos de reclusão
  • Luciano Bonilha Leão: 18 anos de reclusão

Com a mudança, a pena ficou de 12 anos de prisão aos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann. Já o músico Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Bonilha Leão tiveram a pena reduzida para 11 anos.

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *