O Azerbaijão está retirando seus diplomatas do Irã por motivos de segurança, disse nesta sexta-feira (6) o ministro das Relações Exteriores, Jeyhun Bayramov, um dia após Baku afirmar que quatro drones iranianos cruzaram sua fronteira e feriram quatro pessoas no enclave de Nakhchivan.
Falando em uma coletiva de imprensa em Baku, Bayramov disse que o Azerbaijão está evacuando funcionários de sua embaixada em Teerã e de seu consulado-geral em Tabriz, a maior cidade do noroeste do Irã, onde vive uma grande população de azeris étnicos.
“Por ordem do presidente Ilham Aliyev, foram dadas instruções para evacuar nossa embaixada em Teerã e o consulado-geral em Tabriz do Irã, e essas instruções já estão sendo implementadas. Não podemos colocar a vida de nossos cidadãos em risco”, afirmou.
Na quinta-feira (5), o Azerbaijão disse ter sido alvo de uma incursão de drones iranianos no enclave de Nakhchivan, com o presidente Aliyev ameaçando retaliação. O Irã afirmou que não lançou os drones.
Os dois países mantêm relações tensas há anos, em parte devido à proximidade do Azerbaijão com Israel, o que irrita Teerã.
O Azerbaijão compartilha com o Irã uma maioria muçulmana xiita, mas seu governo é firmemente secular.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.