Mísseis russos atingiram um edifício em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, nesta sexta-feira (2), deixando o edifício em ruínas e ferindo pelo menos 25 pessoas, disseram autoridades. No entanto, a Rússia negou que tenha ocorrido um ataque.
Fotografias e vídeos postados online mostraram fumaça saindo de uma área de grande destruição, com equipes de emergência abrindo caminho entre escombros e grandes pedaços de materiais de construção.
“Ataques com mísseis no centro de Kharkiv quase destruíram um prédio de cinco andares”, disse o governador regional Oleh Syniehubov à televisão ucraniana, afirmando que, de acordo com informações preliminares, dois mísseis balísticos haviam atingido a área.
“As equipes de resgate estão no local. Eles estão principalmente limpando os escombros e procurando pessoas embaixo deles.”
Syniehubov disse que dos 25 feridos, 16 estão no hospital, incluindo uma mulher em estado grave. Segundo ele, havia pessoas em lojas e em uma cafeteria no primeiro andar do prédio no momento da explosão.
O prefeito Ihor Terekhov disse que o número de feridos chegou a 30.
O Ministério da Defesa da Rússia, escrevendo no Telegram, disse que os relatos de um ataque eram falsos e sugeriu que a explosão no local havia sido causada pela detonação de munição ucraniana.
“As imagens de vídeo publicadas segundos antes da explosão mostram uma fumaça espessa de origem desconhecida que, com alta probabilidade, indicaria que uma detonação de munição militar ucraniana armazenada ocorreu no shopping center ‘Persona'”, disse.
O ministério afirmou que os relatos buscavam desviar a atenção mundial de um ataque ocorrido na véspera de Ano Novo, que atribuiu à Ucrânia, em um hotel localizado em uma área da região de Kherson, no sul da Ucrânia, controlada pela Rússia.
O governador da região, Vladimir Saldo, instalado pela Rússia, disse à agência de notícias TASS na sexta-feira que o número de mortos no ataque havia aumentado para 28.
Localizada a 30 km da fronteira, Kharkiv resistiu aos avanços russos nas primeiras semanas da invasão russa, em fevereiro de 2022. Com as forças russas concentradas desde então na captura das regiões orientais do país, a cidade tem sido alvo constante de ataques aéreos.