Enquanto a guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã se aproxima do 11º dia de conflito, a Petrobras segue reafirmando sua política de preços para não repassar efeitos de volatilidade externa ao consumidor brasileiro.
Mais cedo, nesta segunda-feira (9), a cotação do petróleo no mercado internacional chegou a ultrapassar a barreira psicológica dos US$ 100.
Ainda assim, a estatal diz, em nota enviada ao CNN Money na noite desta segunda, que “em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil“.
“Isso é possível porque passamos a considerar em nossa estratégia comercial as nossas melhores condições de refino e logística, o que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável”, afirma a petroleira.
“Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro, garantindo maior previsibilidade e segurança, protegendo nossos clientes de oscilações abruptas que se originam fora do país”, conclui.
A Petrobras defende um trabalho “transparente para a sociedade brasileira”. Contudo, “por questões concorrenciais”, reforça que não adianta decisões sobre reajuste de preços.
Petróleo no mercado financeiro
O petróleo reverteu os ganhos vistos no pregão de segunda ao longo das negociações after hours. No fim do dia, o WTI (West Texas Intermediate) – referência dos EUA – para abril havia fechado em alta de 4,26%, a US$ 94,77 o barril.
Já o Brent – referência internacional negociada na ICE (International Commodities Exchange) – para maio tinha encerrado o dia em alta de 6,76%, com o barril cotado a US$ 98,96.
Nas negociações dos contratos futuros pós-mercado, por volta das 21h55, o WTI caía 9,68%, cotado em US$ 85,60. Já o Brent recuava 9,81%, a US$ 89,25.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país vai remover sanções de “alguns países” relacionadas a petróleo.
“Nós vamos abrir mão de certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir preços. Nós temos sanções contra alguns países, e vamos retirar essas sanções”, afirmou Trump a jornalistas nesta segunda, ressaltando que a medida deve ser mantida até a situação no Estreito de Ormuz normalizar.
“Estamos buscando manter os preços do petróleo baixos, eles subiram artificialmente por conta da ‘excursão’ […]. Eu sabia que os preços do petróleo subiriram se eu fizesse isso. Eles subiram provavelmente menos do que eu esperava que ele subiriam”, indicou.