Após ataques ao Irã, MSC manda embarcações no Golfo buscarem abrigo

A MSC (Mediterranean Shipping Company) emitiu um alerta neste domingo (1º) para que suas embarcações que estejam navegando pelo Golfo Pérsico busquem “áreas de abrigo seguras designadas até novo aviso”.

A maior empresa de transporte marítimo do mundo tomou medidas para proteger sua operação após a escalada de tensão no Oriente Médio com o conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

“Devido à evolução da situação de segurança no Oriente Médio e às restrições que afetam o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e em Bab el-Mandeb, a MSC tomou medidas preventivas para salvaguardar suas tripulações e operações”, afirmou em comunicado.

Além disso, a companhia suspendeu temporariamente todas as reservas de carga para o Oriente Médio, que devem ser retomadas assim que a segurança na região estiver garantida.

“Continuamos acompanhando de perto os desdobramentos e estamos trabalhando em conjunto com as autoridades competentes. Os clientes serão informados assim que mais detalhes estiverem disponíveis, incluindo quaisquer possíveis pontos de descarga alternativos, caso sejam necessários ajustes operacionais adicionais”, conclui.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Ao voltar a se pronunciar neste domingo, Trump voltou a dizer que os ataques devem continuar até que os objetivos dos EUA sejam atingidos.

Fechamento do Estreito de Ormuz

O conflito levou à redução de tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. A rota marítima atravessa as águas do Irã e de Omã e é considerada ponto crucial para o transporte global de petróleo. Não obstante, o petróleo Brent subiu 10%, para cerca de US$ 80 o barril ​no mercado de balcão neste domingo.

No sábado, um funcionário da missão naval da União Europeia, Aspides, disse que embarcações têm recebido transmissão VHF – por radiofrequências – da Guarda Revolucionária do Irã, afirmando que “nenhum navio pode passar pelo Estreito de Ormuz”.

Para evitar riscos, centenas de navios ancoraram no Golfo do Oriente Médio em meio ao conflito e empresas de navegação redirecionaram rotas. O tráfego total no Estreito diminuiu cerca de 75% até o final de sábado, em comparação com o dia anterior, de acordo com um analista sênior de risco e conformidade da empresa de dados Kpler. A região enfrenta a maior parada comercial desde a pandemia.

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