Os aliados dos EUA estão ativamente envolvidos em discussões sobre a mobilização dos vastos recursos necessários para reabrir o Estreito de Ormuz, o que, segundo fontes, exigirá um esforço conjunto de vários países para ser feito de forma eficaz e eficiente.
Após se frustrar com os aliados por não aumentarem imediatamente os recursos e insistirem repetidamente que os EUA não precisam de ajuda para reabrir a importante via navegável, o presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20) que os EUA precisarão de assistência nesse esforço complexo.
“É uma manobra militar simples. É relativamente segura, mas você precisa de muita ajuda, no sentido de que precisa de navios, precisa de volume”
Os aliados dos EUA estão analisando o que será necessário em um esforço “multifacetado” para abrir o estreito, incluindo Inteligência, Vigilância e Reconhecimento no ar, caça-minas, escoltas, capacidade antidrone e navios de guerra para lançar interceptores de mísseis, disse um diplomata europeu de alto escalão.
Os EUA não especificaram exigências específicas para países específicos, mas fontes afirmaram que o esforço terá que ser multilateral para ser eficaz.
“Nenhum país sozinho possui todos os recursos, e quanto mais se investe, mais complexo fica”, disse o diplomata europeu familiarizado com o planejamento em andamento.
Em um primeiro passo, o Reino Unido anunciou nesta sexta-feira que permitirá que os EUA usem suas bases militares para atacar locais de mísseis iranianos que tenham como alvo navios na hidrovia.
Sobre a questão de quando os aliados estarão coletivamente prontos para comprometer recursos para garantir a passagem livre, não há um evento específico que desencadeie o envolvimento.
Fontes disseram que os aliados esperam um momento em que haja “alguma cessação” dos combates, o que abrirá caminho para garantir a segurança da navegação.