Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) querem um perfil mais combativo para ocupar o cargo de ministro da Justiça, vago após a saída de Ricardo Lewandowski anunciada nesta quinta-feira (8). A avaliação é que é preciso defender com mais ênfase o legado do governo.
De acordo com informações apuradas pelo analista Teo Cury, no CNN 360°, além do PT, outros aliados do governo defendem um nome político que saiba costurar acordos e se articular com deputados e senadores para aprovar propostas de interesse do governo no Congresso Nacional.
O perfil desejado deve ser mais combativo do que foi Ricardo Lewandowski à frente da pasta, mas talvez um pouco menos do que Flávio Dino quando ocupou o ministério. A ideia é que o novo ministro propague com mais intensidade as ações que o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem implementado.
Interlocução com o Judiciário
Outro requisito importante é que o futuro ministro tenha bom trânsito com o STF (Supremo Tribunal Federal) e os demais tribunais superiores, como STJ (Superior Tribunal de Justiça), TST (Tribunal Superior do Trabalho), TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STM (Superior Tribunal Militar). Isso porque o Ministério da Justiça é responsável por fazer essa ponte entre o governo e o Poder Judiciário.
Ricardo Lewandowski tinha uma relação privilegiada com o STF por ter sido ministro da Corte. No entanto, a avaliação dos aliados de Lula é que, além dessa interlocução, o novo ministro precisa ter um perfil político mais contundente na defesa dos interesses do ministério e do governo, especialmente ao entrar no quarto ano da atual gestão.