Além do Brasil, Venezuela discutiu ação dos EUA com Colômbia e Espanha

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (9) que havia conversado com os líderes do Brasil, Colômbia e Espanha sobre o que ela classificou como uma “agressão criminosa, ilegal e ilegítima” dos Estados Unidos.

“Durante esses intercâmbios, forneci um relato detalhado dos ataques armados contra o nosso território, que resultaram na morte de mais de uma centena de civis e membros das forças armadas, além das graves violações do direito internacional, incluindo a violação da imunidade pessoal do presidente constitucional da República, Nicolás Maduro Moros, e da primeira-dama e primeira combatente, Cilia Flores”, afirmou Rodríguez em um comunicado.

Durante um evento público em Caracas na sexta-feira, Rodríguez abordou as declarações e agradeceu aos líderes dos três países. Ela também disse que os “governos dos EUA e da Venezuela estão explorando possibilidades para reabrir as embaixadas a fim de denunciar a agressão sofrida pelo povo venezuelano com a intervenção militar.” Ela acrescentou que a resposta da Venezuela “será por meio da diplomacia.”

O governo da Venezuela afirmou, no início desta semana, que o ataque militar dos EUA à Venezuela em 3 de janeiro — que resultou na captura de Maduro e Flores e na subsequente detenção deles em Nova York — deixou pelo menos 100 mortos.

Os governos do Brasil, Colômbia e Espanha condenaram conjuntamente o ataque militar dos EUA à Venezuela.

Mais cedo, na sexta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que seu país “apoia uma transição pacífica” na Venezuela e que transmitiu essa mensagem a Rodríguez.

Enquanto isso, o presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que pediu à presidente interina da Venezuela para trabalharem juntos no combate ao tráfico de drogas.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou que conversou com Delcy no sábado. Ele condenou as ações dos EUA por cruzarem uma “linha inaceitável.”

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