Cacau fecha em alta em Londres após máxima de três semanas; café recua

O preço do cacau negociado em Londres atingiu nesta quinta-feira sua máxima de ​três semanas, impulsionado em parte pelas expectativas de ​que a colheita na Costa do Marfim — principal produtora — possa ter um início lento, enquanto os preços do café caíram.

CACAU

* O contrato de cacau de Londres fechou o pregão com alta de 5,8%, a £4.485 por tonelada métrica, recuando ligeiramente da máxima de três semanas de £4.525, atingida no início do pregão.

* Os corretores afirmaram que a queda esperada na produção ⁠de cacau na Costa do ​Marfim na próxima safra deve ajudar a criar um mercado mais equilibrado ​após um grande excedente na atual safra de 2025/26, enquanto o início atrasado da ⁠colheita no maior produtor mundial poderia ajudar ⁠a limitar a oferta no curto prazo.

* O contrato futuro de cacau ​de ‌Nova York fechou com alta de 5,9%, a US$6.173 por tonelada.

CAFÉ

* O café arábica encerrou ⁠o pregão com queda de 3,9%, a US$ 3,0965 por libra-peso, após ter atingido anteriormente uma mínima de três semanas de US$3,0645.

* Os corretores afirmaram que o sentimento de curto prazo ‌nos ⁠gráficos de preços ‌tornou-se “baixista” após a quebra de importantes níveis de suporte, embora a tendência de alta de longo prazo permaneça intacta.

* Eles observaram que o mercado continuava sustentado pelo baixo nível dos ⁠estoques certificados na bolsa, que devem cair para ⁠o menor nível em 26 anos nos próximos dias.

* Os estoques na bolsa totalizavam 224.617 sacas em 26 ‌de agosto, abaixo dos 229.214 sacas registrados uma semana antes. No mesmo período do ano passado, os estoques eram de 717.113 sacas.

* O café robusta encerrou o pregão com queda de 1,6%, a US$ 3.555 a tonelada.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto fechou com ‌alta de 3,4%, a 18,19 centavos por libra, o nível mais alto desde meados de maio de 2025.

* Os corretores afirmaram que as chuvas retardaram a colheita da ⁠cana na região centro-sul do Brasil, enquanto algumas usinas têm procurado utilizar mais cana para a produção de etanol como biocombustível, em vez de açúcar.

* O açúcar branco encerrou o ​pregão com alta de 2%, a US$ 524,30 por tonelada.

* A previsão de déficit global ​de açúcar para a safra 2026/27 será ligeiramente menor do que o esperado anteriormente, em parte devido a uma revisão para cima nas perspectivas de produção na Índia, afirmaram analistas da Green pacote nesta quinta-feira.

(Reportagem de Nigel ‌Hunt e Oliver Griffin)

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