O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, visitou nesta quarta-feira (26) a Basílica Santuário Arquidiocesano Mariano de Nossa Senhora da Penha de França, na zona norte do Rio de Janeiro, e voltou a colocar a segurança pública no foco da campanha eleitoral.
Durante a agenda, Caiado usou um colete à prova de balas, segundo ele, por orientação dos agentes da Polícia Federal que integram sua equipe de segurança.
Em entrevista, Caiado reforçou as críticas ao governo federal e afirmou que pretende combater as organizações criminosas com uso de inteligência, tecnologia e ações integradas. Ele também defendeu estruturas de segurança máxima para integrantes de facções criminosas.
O ex-governador de Goiás também afirmou ser contrário ao uso de câmeras corporais por policiais em situações de confronto com organizações criminosas.
“Mas aí, o senhor não vai botar câmera nesses policiais? Não, não vou. Nós estamos em guerra. Me mostra o lugar no mundo que, em guerra, tem câmera no policial. Onde?”, afirmou Caiado.
O candidato afirmou ainda que não considera possível aplicar no Brasil modelos de segurança adotados em países com níveis diferentes de criminalidade.
Caiado também falou sobre saúde pública durante a entrevista. Ele lembrou que já trabalhou em hospitais do Rio de Janeiro e citou o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão.
O candidato defendeu o uso de telemedicina para ampliar o suporte aos profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde. Segundo ele, a tecnologia poderia ajudar a melhorar diagnósticos, reduzir filas e acelerar o atendimento de pacientes.
“O SUS é o maior patrimônio que já foi construído no país e é uma referência para o mundo todo”, disse o candidato.
Caiado também defendeu mudanças na gestão da saúde, com investimentos em tecnologia e inovação. Segundo ele, é necessário reduzir o intervalo entre a realização de exames, o diagnóstico e a realização de procedimentos, além de fortalecer a indústria nacional de medicamentos e equipamentos hospitalares.
Durante a agenda no Rio, o candidato ainda falou sobre infraestrutura em favelas e defendeu intervenções urbanas acompanhadas de diálogo com os moradores.