Príncipe Harry abandona cargo em ONG envolvida em escândalo de abusos

O príncipe Harry deixou seu cargo em uma organização beneficente de preservação da vida selvagem na África depois que guardas-florestais foram acusados de cometer violações de direitos humanos contra populações indígenas.

A notícia foi confirmada pelo porta-voz do duque de Sussex, que foi presidente da organização, chamada African Parks, durante seis anos e membro do conselho administrativo por três. Apesar de sua saída, Harry continua “apoiando a missão”.

Vale lembrar que, em 2025, a organização admitiu que ocorreram violações de direitos humanos cometidas por seus guardas-florestais no Congo-Brazzaville.

O porta-voz do príncipe Harry declarou: “O duque tem orgulho de seus dez anos com a African Parks e apoia o fortalecimento contínuo de seu conselho. Seu compromisso com a conservação na África permanece, e ele continua apoiando a missão da African Parks. A African Parks administra cerca de 20 parques nacionais e áreas protegidas em 12 países”, afirmou também o porta-voz.

A organização foi alvo de uma investigação sobre direitos humanos após denúncias de que alguns guardas teriam espancado, estuprado e torturado indígenas no Parque Nacional de Odzala-Kokoua.

Após a decisão, a organização agradeceu a Harry por sua colaboração, afirmando que o príncipe “trouxe atenção global para a necessidade urgente de proteger a biodiversidade em benefício das pessoas e da vida selvagem, e contribuiu significativamente para promover a filantropia em prol da conservação na África”.

A decisão do duque acontece poucos dias depois do anúncio de que sua família vai se mudar para o Reino Unido, o que deve acontecer ainda este mês.

 

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