Eurovision: mudança de regras impede que país em conflito sedie evento

O país vencedor do Eurovision ficará impedido de sediar o concurso no ano seguinte caso esteja envolvido em um conflito armado ou em uma “situação geopolítica sensível” que possa afetar a segurança do evento, informaram os organizadores nesta quarta-feira (12).

As regras do concurso, que tradicionalmente é sediado pela emissora vencedora do ano anterior, foram atualizadas após uma revisão anual realizada pela EBU (União Europeia de Radiodifusão). Segundo os organizadores, as mudanças foram “elaboradas para proporcionar maior clareza a todos os participantes”.

A mudança nas regras ocorre após a controvérsia em torno da participação de Israel no concurso, apesar de suas ações militares em Gaza e no Oriente Médio.

Em 2025, cinco países — Islândia, Irlanda, Países Baixos, Eslovênia e Espanha — anunciaram que boicotariam o concurso de 2026, todos citando a inclusão de Israel como motivo para sua retirada.

A atualização das regras também afetará a Ucrânia, que está em guerra desde a invasão em larga escala do país pela Rússia, em 2022. Depois que a Ucrânia venceu o Eurovision em 2022, a EBU convidou o Reino Unido, segundo colocado, para sediar o concurso em 2023, por razões de segurança devido ao conflito em andamento no país.

O Eurovision Song Contest de 2027 será realizado na Bulgária, depois que a cantora Dara terminou à frente de Israel, que ficou em segundo lugar na competição de 2026, quando foram contabilizados os pontos do voto do público e dos júris nacionais.

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