Currículo de Flávio Bolsonaro é a certidão de nascimento, diz Caiado

Ronaldo Caiado (PSD) intensificou suas críticas a Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, durante agenda realizada nesta quarta-feira. Em declaração que repercutiu, Caiado afirmou que o currículo do adversário é baseado apenas na certidão de nascimento — uma referência ao fato de Flávio ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A postura mais combativa de Caiado em relação a Flávio Bolsonaro vem crescendo, segundo aliados do candidato do PSD, que vinham pressionando por um posicionamento mais incisivo diante do concorrente.

Críticas ao currículo e aos debates

Ao comparar sua trajetória com a de Flávio Bolsonaro, Caiado destacou que seu currículo é construído sobre 40 anos de vida pública, com passagens pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal e dois mandatos de governador.

Em contraste, afirmou que o currículo do adversário se resume à certidão de nascimento. Caiado também declarou que “ninguém aprende a governar sentado na cadeira de presidente da República”.

Além das críticas ao histórico político de Flávio, Caiado chamou tanto o adversário do PL quanto Lula de “covardes e amarelões” diante da possibilidade de se ausentarem dos debates presidenciais no primeiro turno.

Alianças regionais em construção

Paralelamente às críticas, aliados de Caiado comemoram avanços na construção de palanques e acordos regionais em diferentes estados do país.

Uma das conversas mais recentes foi com o MDB, que, embora não vá fechar nenhum acordo nacional na disputa presidencial, deve apoiar a candidatura de Caiado em seis estados, segundo o próprio candidato — sem que ele tenha detalhado quais são eles.

Kassab afirmou ter conversado com lideranças do MDB e de outros partidos, sinalizando que os apoios regionais estão avançando. No Nordeste, estados com eleitorado relevante também figuram no radar da campanha.

ACM Neto, da Bahia, filiado à União Brasil, já declarou apoio a Caiado, enquanto Ciro Gomes, do PSDB do Ceará, afirmou que votaria nele, embora sem definição formal de aliança. Kassab também afirmou esperar o apoio de Raquel Lyra, de Pernambuco, apesar de acenos recentes dela ao PT.

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