Veículos de imprensa iranianos reagiram com euforia e escárnio após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, no final do sábado (1°), de que suspenderia novos ataques contra o Irã.
“Acabamos de receber um pedido do Irã e de outros países do Oriente Médio para suspender qualquer ataque, visto que os parâmetros de um acordo foram acertados”, disse Trump em uma publicação nas redes sociais. “Isso incluiria a ABERTURA imediata, completa e total do ESTREITO DE ORMUZ.”
A mídia estatal iraniana não deu qualquer indicação de que o país tivesse solicitado o cancelamento dos ataques ou de que a posição de Teerã sobre o Estreito de Ormuz tivesse mudado. O Irã tem insistido em desempenhar um papel na gestão do tráfego através do estreito.
Em vez disso, a mídia iraniana alegou que foi Trump quem recuou dos ataques.
“Trump, o tolo, ficou sem fôlego!”, publicou a agência de notícias semioficial Fars.
“A montanha dos americanos pariu um rato mais uma vez”, disse Morteza Semiari, comentarista político em Teerã, citando um provérbio persa.
Trump “recuou de suas posições mais uma vez, após cerca de uma semana de bravatas e ameaças contra o Irã, alegando que um acordo estava próximo”, afirmou o KayhanOnline, veículo dirigido pelo Líder Supremo do Irã.
A agência semioficial Mehr, também vista como representante das opiniões do Líder Supremo, negou que Teerã tenha pedido a suspensão dos ataques, declarando: “Trump recuou mais uma vez de suas ameaças vazias e apresentou seu recuo ao mundo como um favor.”
“Quer ele continue sua agressão ou recue, nossas forças permanecem no mais alto nível de prontidão e preparadas para qualquer possibilidade”, acrescentou a Mehr em outra publicação.
Várias agências de notícias iranianas repercutiram reportagens recentes da mídia ocidental, incluindo a CNN, sobre a crescente escassez de mísseis de defesa aérea dos EUA — fator que teria sido “um dos principais motivos da decisão de Donald Trump de suspender o ataque ao Irã”, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.