Nome crescente do pagode, Fabinho tem conquistado novos fãs depois do lançamento do DVD ao vivo “Do Chão ao Céu”, em maio. À CNN Brasil, o artista, de 30 anos, revela que não esperava que o ano de 2026 fosse representar uma completa mudança em sua carreira.
“Eu sempre sonhei em viver da música e trabalhei muito para que esse momento chegasse, mas confesso que a velocidade com que as coisas aconteceram em 2026 me surpreendeu”, comenta.
O carioca revela que por muitos anos foi instrumentista até decidir se arriscar como vocalista. “Eu já estava conseguindo viver da música, sendo muito feliz. Mas desde o ano passado venho realizando sonhos que sequer podia ter imaginado: me tornei amigo dos meus ídolos, estou tocando em vários lugares do país, pude mudar a vida da minha família”, avalia.
Com 600 mil seguidores no Instagram e mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, Fabinho revela que a agenda de shows atualmente está cheia, principalmente por causa do projeto musical “Pagobinho”.
“Vamos levar o ‘Pagobinho’ pela primeira vez a Salvador (BA), em agosto, e promete ser histórico. Tivemos que mudar de local porque a expectativa é receber mais de 10 mil pessoas lá”, entrega.
Ele atribui o sucesso do projeto à sua autenticidade. “Nunca tentei criar um personagem para a internet ou para o palco. Desde o começo, eu fazia questão de mostrar minha rotina, os bastidores, as dificuldades e as conquistas. As pessoas acompanharam a minha caminhada de perto e foram crescendo junto comigo”, aponta.
Referências
Mesmo sendo um dos novos nomes do pagode, Fabinho reverencia artistas que vieram antes dele, no entanto, avalia que é possível criar novos sons e manter a importância do gênero viva nos fãs.
“Acho que a força do pagode está justamente em conseguir se renovar sem perder a essência. A gente cresceu ouvindo grandes clássicos e eles continuam emocionando todo mundo, mas existe uma geração muito talentosa chegando, trazendo novas composições, novas formas de se comunicar e de apresentar o gênero”, declara.
“O importante é respeitar e reverenciar quem abriu esse caminho pra gente e continuar esse legado, levando o pagode para novos públicos. Vejo essa fase como muito positiva para o movimento”, segue.
A ascensão na carreira tem permitido que o artista alcance seus grandes ídolos: recentemente, teve a oportunidade de gravar uma música com Belo e cantar ao lado do veterano no Samba Recife. Ele também participou do “Tardezinha” com Thiaguinho, que é considerado sua maior referência musical e pessoal. Com o ídolo, gravou ao lado do Sorriso Maroto, aumentando seu portfólio.
Vida pessoal
Casado com a influenciadora Thainá Monique há 15 anos, Fabinho afirma que é possível manter o romantismo mesmo depois de tanto tempo de relação.
“Acho que o romantismo não está só nos grandes gestos, mas principalmente nas pequenas atitudes do dia a dia. A Thainá está comigo desde quando a música ainda era só um sonho. Conheci ela no dia seguinte em que comecei a tocar profissionalmente”, declara.
“Ela acompanhou tudo: os desafios, as dúvidas, os estudos e cada degrau que fui subindo. Então, quando olho para a nossa história, tenho muito orgulho porque nada disso foi uma conquista só minha, foi nossa. A gente construiu tudo junto. Hoje, com a rotina muito mais corrida, a gente valoriza ainda mais o tempo um com o outro”, segue.
Os dois são pais de Isis, que em abril completou 10 anos.
Ouça músicas de Fabinho: