A americana FMC, de defensivos agrícolas, registrou prejuízo líquido de US$ 187 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, as perdas somaram US$ 253 milhões.
A empresa alcançou uma receita de US$ 867 milhões, 17% inferior na comparação interanual.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por sua vez, caiu 26%, para US$ 153 milhões.
Segundo a empresa, o desempenho refletiu principalmente a redução dos preços e dos volumes comercializados. A FMC afirmou que esse impacto foi parcialmente compensado pela diminuição dos custos e por um efeito cambial favorável.
Dívida
Em comunicado, o presidente-executivo da companhia, Pierre Brondeau, afirmou que a empresa concluiu, ao longo do trimestre, iniciativas voltadas ao fortalecimento de sua estrutura financeira. Brondeau acrescentou que a revisão estratégica da empresa foi concluída e que a companhia pretende concentrar esforços para elevar sua competitividade, ampliar o desenvolvimento de seu portfólio tecnológico e sustentar o crescimento no longo prazo.
Como parte da estratégia para fortalecer sua estrutura financeira, a FMC concluiu no trimestre a venda de seus negócios na Índia por US$ 252 milhões, firmou um acordo de licenciamento com a Corteva no valor de US$ 200 milhões, realizou uma operação de sale and leaseback de um imóvel em Delaware por US$ 114 milhões e recebeu um aporte de capital de US$ 400 milhões do Tessenderlo Group.
Apesar dessas iniciativas, a dívida total da companhia passou de US$ 4,163 bilhões em junho de 2025 para US$ 4,280 bilhões em junho de 2026. Já o indicador que considera a dívida em relação ao patrimônio líquido (equity dos acionistas) recuou de US$ 8,56 bilhões para US$ 5,917 bilhões no mesmo intervalo.
Projeções
A FMC também revisou para baixo suas projeções para o ano. A expectativa de receita, desconsiderando as operações na Índia, passou para um intervalo entre US$ 3,5 bilhões e US$ 3,7 bilhões, o que representa queda de 7% no ponto médio em relação a 2025. Excluindo a contribuição da Índia registrada no ano passado, a previsão indica retração de 5%.
A estimativa de Ebitda ajustado foi reduzida para uma faixa entre US$ 620 milhões e US$ 680 milhões, enquanto a projeção de lucro ajustado por ação caiu para entre US$ 1,19 e US$ 1,49 por papel.
Já a previsão de fluxo de caixa livre foi elevada para um intervalo entre US$ 75 milhões e US$ 225 milhões, incorporando o pagamento antecipado de US$ 200 milhões referente ao licenciamento de um herbicida para a Corteva.