O Bahrein anunciou nesta segunda-feira (27) que realizará exercícios militares em conjunto com países do Golfo, entre terça (28) e quinta-feira (30).
“A Força de Defesa do Bahrein realizará o exercício conjunto “Escudo do Bahrein” (Bahrain Shield) […] com a participação das forças armadas dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)”, escreveram as Forças de Defesa do Bahrein em uma publicação nas redes sociais.
Os países que formam a aliança são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.
Segundo o comunicado, a atividade busca “aprimorar a ação militar conjunta entre as nações do CCG, facilitar o intercâmbio de conhecimentos e avaliar sistemas operacionais militares conjuntos.”
As Forças também afirmam que buscam fortalecer a cooperação e coordenação militar “para enfrentar diversos desafios.”
Ataques do Irã
Após os Estados Unidos retomarem os ataques contra o Irã, no início de julho, Teerã respondeu bombardeando países da região do Golfo que abrigam bases americanas.
O Bahrein, que abriga a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, e o Kuwait, que sedia bases americanas como Camp Arifjan e a Base Aérea Ali Al Salem, têm relatado ataques quase diários desde 8 de junho.
Embora Teerã afirme ter como alvo instalações e ativos militares dos EUA na região, também tem atingido infraestruturas civis, incluindo as instalações críticas de dessalinização de água do Kuwait e os sistemas de navegação da aviação civil do Bahrein.
Além do objetivo declarado do Irã de atacar esses países devido ao apoio que prestam ao país norte-americano, os ataques de Teerã contra essas nações também podem ter uma dimensão política.
O Bahrein reprimiu setores de sua população xiita pelo suposto apoio ao Irã, enquanto as autoridades do Kuwait processaram dezenas de indivíduos por demonstrarem simpatia pela República Islâmica.
O Irã também pode estar mantendo em aberto a possibilidade de realizar ataques contra outros países da região, como os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e Israel, tratando-os como o próximo degrau da escala; isso é um forte indício de que o país talvez ainda esteja tentando conter a atual onda de escalada.