Inundação no RS: veja como é abrigo com mais de 500 pessoas em Lajeado

Após as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias, o estado contabiliza mais de mil pessoas fora de casa. No município de Lajeado, no Vale do Taquari, mais de 500 pessoas estão em um abrigo por conta das inundações do Rio Taquari.

O rio chegou a quase de 25 metros na madrugada desta quinta-feira (23). Até 9h nesta quinta, 159 famílias haviam sido acolhidas no Abrigo Parque do Imigrante, localizado na Avenida Parque do Imigrante, no bairro Alto do Parque, totalizando 540 pessoas.

Os vídeos abaixo mostram o espaço adaptado, com tendas improvisadas e numeradas para as famílias que tiveram suas casas atingidas pela água. Confira:

Além disso, 71 cachorros e 22 gatos também foram resgatados. A prefeitura informou que está removendo os cães que foram levados para Abrigo do Parque do Imigrante até o Canil Municipal, mediante a readequação do espaço do canil.

No total, foram contabilizadas 1.099 pessoas fora de suas casas no Rio Grande do Sul, sendo que 728 dessas estão desabrigadas e outras 371 estão desalojadas, segundo a Defesa Civil.

Inundação do Rio Taquari

Durante a madrugada, o rio registrou o maior pico de inundação, atingindo 24,76m às 01h30. No entanto, o nível diminuiu consideravelmente nas horas seguintes, caindo mais de um metro. Confira os registros:

  • 01h30: 24,76m.
  • 03h30: 24,65m.
  • 07h30: 24,15m
  • 09h30: 23,71m
  • 11h30: 23,16m

No final da noite de quarta-feira (22), a prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, tranquilizou a população: “A última medição foi de 24 metros e 60 centímetros, dentro da cota de atenção que a gente trabalhou durante todo o dia, que foi de 25 metros”, disse.

Segundo Schumacher, as equipes agora devem trabalhar para garantir abrigo à população mais afetada.

A previsão, segundo a Defesa Civil de Lajeado, é de que o nível siga diminuindo ao longo do dia. De acordo com a Defesa Civil estadual, o risco ainda é considerado muito alto, já que, mesmo com a redução, o último nível registrado ainda está dentro da cota de inundação (19 metros).

Veja: Nível do Rio Taquari cai no início desta quinta, mas risco ainda é alto

Recomendações

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul descreveu alguns cuidados que a população de risco devem adotar. Sendo elas:

  • Busque abrigo ou permaneça em locais de segurança até cessarem as fontes de risco;
  • Se possível, compartilhe informações com moradores próximos;
  • Obedeça às orientações do Pano de Contingência da sua cidade  e às informações locais sobre como agir;
  • Mantenha-se informado sobre a evolução do evento, inclusive a noite;
  • Não retorne para as áreas que foram evacuadas até os órgãos oficiais informem que o local é seguro e;
  • Se precisar sair rapidamente, garanta a segurança dos animais domésticos levando-os consigo ou deixando os soltos de guias, coleiras e gaiolas.

Medicamentos

Além das recomendações gerais, a Defesa Civil também divulgou cuidados com medicamentos termolábeis, que necessitam de refrigeração, devido às interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões.

Para aqueles que fazem uso contínuo de termolábeis, a manutenção da temperatura indicada é fundamental para que eles não percam parte de sua eficácia quando expostos ao calor ou a variações inadequadas de temperatura, o que poderia comprometer o tratamento e representar riscos à saúde dos pacientes.

Confira as recomendações gerais:

  • Evitar deixar os medicamentos expostos ao calor, à luz solar direta ou em locais muito quentes;
  • Não congelar medicamentos, exceto quando houver orientação específica do fabricante ou de um profissional de saúde;
  • Em caso de falta de energia elétrica, os medicamentos que precisam de refrigeração podem ser mantidos temporariamente em uma bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável, desde que a temperatura seja monitorada e o medicamento não fique em contato direto com o gelo. Essa medida é indicada apenas por um período limitado. Se a interrupção de energia se prolongar por vários dias, procure o serviço de saúde que forneceu o medicamento para receber orientações;
  • Em caso de dúvidas sobre a conservação do produto, também é possível entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do fabricante, informação que costuma constar na embalagem e na bula.

Orientações para armazenamento de insulinas humanas NPH e Regular:

  • Frascos ou refis (carpules) ainda fechados: manter sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, armazenar na geladeira, em locais onde não haja risco de congelamento e, caso a insulina congele, não a utilizar mais.
  • Frascos ou refis em uso: após abertos, podem ser mantidos em temperatura ambiente por até 30 dias, conforme orientação para uso (essa prática torna a aplicação mais confortável ao paciente).
  • Em caso de falta de energia elétrica: as insulinas fechadas devem ser colocadas em bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizávelEvite o contato direto da insulina com o gelo para prevenir o congelamento do medicamento.
  • Transporte da insulina: frascos ou refis que já estão em uso não precisam ser transportados sob refrigeração. No entanto, devem ser protegidos do calor excessivo e da exposição direta ao sol.

Se enfrentar dificuldades em manter a refrigeração, a orientação é buscar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima para se informar. A SES (Secretaria da Saúde ) orientou as equipes a identificar usuários que utilizam medicamentos termolábeis e a prestar orientações sobre armazenamento adequado. Se necessário, a estrutura das UBSs poderá ser utilizada para conservação.

FONTE

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