Café avança em Nova York com valorização do real frente ao dólar

Os contratos futuros do café arábica fecharam em leve alta na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (15). O vencimento para setembro avançou 0,20%, encerrando o dia cotado a US$ 3,26 por libra-peso.

O mercado encontrou suporte na valorização do real frente ao dólar. O Barchart apontou que com a moeda brasileira atingindo o maior nível em quatro semanas, as exportações do Brasil tendem a perder competitividade, reduzindo o incentivo para que os cafeicultores comercializem a produção no mercado externo.

A menor disposição para vendas por parte dos produtores brasileiros contribuiu para sustentar as cotações internacionais da commodity ao longo da sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão em alta, com o vencimento para setembro avançou 1,33%, fechando cotado a US$ 5.883 por tonelada.

O mercado manteve o movimento de recuperação, embora as cotações permaneçam abaixo das máximas registradas na semana passada. Entre os fatores acompanhados pelos investidores está o desempenho do mercado europeu, onde a valorização da libra esterlina limitou os ganhos do cacau negociado em Londres.

Com a moeda britânica atingindo o maior nível em sete semanas, os contratos denominados em libras perderam parte da competitividade, reduzindo o fôlego da alta no mercado europeu e moderando o avanço das cotações internacionais da commodity.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro fechou a sessão na Bolsa de Nova York cotado a 14,85 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,20%.

Segundo análise da Barchart, os preços da commodity seguem pressionados, com o açúcar negociado em Londres atingindo o menor patamar das últimas duas semanas e meia. O principal fator é a melhora no regime de chuvas das monções na Índia, um dos maiores produtores globais da commodity.

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia, o acumulado de precipitações no país estava 23% abaixo da média até 15 de julho, uma recuperação significativa em relação ao déficit de 42% registrado no fim de junho. A melhora das condições climáticas reforça as expectativas para a produção indiana e contribui para a pressão sobre as cotações internacionais do açúcar.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram a sessão desta quarta-feira em queda na Bolsa de Nova York. O vencimento para setembro recuou 1,00% e fechou cotado a US$ 1,38 por libra-peso.

O mercado foi pressionado pela atualização do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que elevou a estimativa da produção norte-americana para 63,5 milhões de caixas. A projeção para a Flórida também foi revisada para cima, passando para 12,9 milhões de caixas.

Apesar do aumento na expectativa de produção, as condições climáticas seguem no radar dos investidores. A seca ainda persiste na Flórida, embora a previsão para a próxima safra indique um período de tempo seco dentro da normalidade para a época do ano. Além disso, algumas chuvas já começam a ser registradas no estado.

No cenário internacional, o clima também apresenta contrastes entre os principais produtores. No México, as condições são consideradas favoráveis ao desenvolvimento da safra. Já no Brasil, o tempo continua predominantemente seco, característica típica do período. Há registros de pancadas de chuva isoladas em áreas do leste do país, mas grande parte das regiões produtoras enfrenta um período de seca sazonal.

Algodão

No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão com queda de 0,79%, cotado a 80,87 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar da baixa na sessão, levantamento do portal internacional Fibre2Fashion mostra que os preços de referência da fibra acumularam alta na maior parte do último mês, elevando os custos de curto prazo para indústrias têxteis, fabricantes de vestuário e compradores de matéria-prima.

Segundo a publicação, o movimento mais expressivo foi registrado nos contratos futuros negociados em Nova York. Já os indicadores do mercado físico e as cotações nos principais países produtores apresentaram avanços mais moderados. A exceção foi o Paquistão, onde os preços recuaram após a forte valorização observada anteriormente.

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