Subvenção descontinuada do diesel custou R$ 2,7 bilhões em dois meses

Diante da redução de tensões geopolíticas no Oriente Médio, duas medidas anunciadas pelo governo brasileiro para mitigar os efeitos da guerra nos combustíveis já foram descontinuadas. Ao todo, as ações custaram cerca de R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos, disse o Ministério da Fazenda ao CNN Money.

No final de junho governo federal anunciou o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro de óleo diesel. A medida durou um mês.

A subvenção de R$ 0,35 por litro de óleo diesel foi implementada para substituir a desoneração de impostos federais que venceu no começo de junho. Ao CNN Money, o Ministério da Fazenda informou que a medida custou R$ 1,7 bilhão.

Também como parte das medidas para mitigar os efeitos da guerra, o governo fez uma parceria com os estados para permitir a subvenção de R$ 1,20 sobre cada litro de diesel importado. Desse total, R$ 0,60 foram custeados pela União.

A subvenção de R$ 1,20 encerrou em 31 de maio. O governo estima ter gastado cerca de R$ 1 bilhão com a medida desde abril.

Além dessas, há outras medidas em vigor. Em maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um decreto para conceder um subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina por dois meses.

Também está em vigor o subsídio de R$ 1,12 centavos por litro de diesel rodoviário comercializado por produtores e importadores no país.

No total, as medidas de subvenção aos combustíveis adotadas até o momento têm custo potencial de cerca de R$ 16 bilhões, considerando os recursos que já foram consumidos ou estão em execução e o custo potencial dos decretos e medidas provisória que ainda estão em vigor.

O governo federal também avalia retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina nos próximos dias. Segundo o Ministério da Fazenda, a revisão da medida vai depender da variação do preço do petróleo, que voltou a subir na última quarta-feira (8).

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