Cerca de 61,2% dos eleitores acreditam que a operação deflagrada pela PF (Polícia Federal) contra o senador Jaques Wagner (PT) prejudica uma eventual candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2) na última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg.
Segundo o levantamento, 32,4% acreditam que o caso pode prejudicar muito a pré-candidatura de Lula, enquanto 28,8% acreditam que a relação do senador com ex-donos do Master afeta a candidatura do presidente, mas pouco. Cerca de 36,3% creem que o envolvimento não prejudica uma eventual candidatura de Lula
Os eleitores que não souberam responder somam 2,4%.
O instituto também questionou aos eleitores se o caso impacta a imagem do governo Lula.
Para 39,6%, a operação da PF contra Jaques Wagner piora muito a imagem do atual governo, enquanto 36,2% acreditam que não afeta. Para 17,5%, o caso piora um pouco a imagem de Lula; 2,4% acham que melhora muito; e 2% afirmam que melhora um pouco. Aqueles que estavam indecisos quanto à resposta somam 2,2%.
A AtlasIntel/Bloomberg incluiu o senador no questionário após a PF investigar um possível vínculo entre o entorno familiar de Jaques e suas empresas com outros nomes conectados ao liquidado Banco Master.
Segundo a corporação, foram identificados elementos que indicam o “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente” por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao Banco.
Após a deflagração da operação em 18 de junho, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no senado após reunião com o presidente Lula. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, disse o congressista.
Os advogados do senador argumentam que ocorreram “erros graves” na operação e reforçam que Jaques “jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master”.
Apesar do afastamento, durante uma agenda do mandatário na Bahia, o senador disse que está “firme” na defesa do nome do chefe do Executivo para a eleição deste ano.
Metodologia
A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 4.999 eleitores, entre os dias 26 e 30 de junho. A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04582/2026.