A Secretaria de Estado da Saúde recomendou, nesta sexta-feira (26), a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
Adotada em meio as recentes notificações de casos supeitos, a medida do CVE-SP (Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”) tem como objetivo ampliar a proteção de crianças menores de 1 ano, grupo mais vulnerável às formas graves da doença.
Segundo a SES-SP, a orientação segue recomendação do PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, e foi firmada com as vigilâncias municipais. Outras medidas como vacinação de bloqueio e varredura casa a casa nas áreas de abrangência relacionadas aos casos suspeitos também foram tomadas, conforme avaliação epidemiológica.
A scretaria ainda realizou ações de intensificação da vacinação em áreas de grande circulação, como aeroportos, terminais de ônibus e estações de metrô e trens.
A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação e funciona como uma estratégia adicional de proteção.
Isso significa que, mesmo que a criança receba a dose zero entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, deverá ser mantido o esquema de rotina, com a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
Segundo a SES-SP, o estado registrou dois casos importados de sarampo, em março e abril deste ano. Ambos registros foram evoluídos para cura.
O primeiro caso foi identificado em uma bebê de 6 meses, sem registro de vacinação e com histórico de deslocamento recente para a Bolívia. Já o segundo foi em um homem de 42 anos, residente na Guatemala e com histórico vacinal.
Atualmente, segundo o estado, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.
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Quem deve se vacinar contra o sarampo?
Dose zero
A chamada dose zero da vacina tríplice viral é recomendada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
Essa dose também pode ser aplicada como medida de bloqueio vacinal, conforme avaliação epidemiológica, em crianças dessa faixa etária que tenham contato próximo com casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
Vacinação de rotina
A primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser administrada aos 12 meses de idade. A segunda dose é indicada aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela.
Pessoas de 5 a 29 anos
Devem comprovar o recebimento de duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem possui esse esquema vacinal é considerado imunizado.
Pessoas de 30 a 59 anos
Devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral. Com essa dose registrada, a pessoa é considerada vacinada.
Trabalhadores da saúde
Profissionais da saúde devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade. O esquema com duas doses é o considerado completo para esse grupo.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo