Alvo de enorme reclamação de treinadores e jogadores na Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México, a pausa para hidratação pode estar com os dias contados A repercussão negativa do protocolo fez o presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitir que pode repensá-la a paralisação, apesar de defender e citar suas benfeitorias.
Na avaliação da Fifa e de Infantino, o procedimento é “igual para todos”. “O motivo das pausas claramente é o calor”, continuou, detalhando que “é um Mundial no qual se jogam oito partidas em 39 dias e poder ter um momento para descansar um pouquinho é muito importante”, disse à EFE.
Mesmo em estádios climatizados nos Estados Unidos, os jogos têm duas paralisações, uma na metade de cada tempo. A acusação que trata-se de uma brecha para inserir mais propagandas ganha força e a Fifa, querendo paz, acena com mudanças.
“A Fifa analisará o que fará em torneios futuros com base nessa experiência”, disse Infantino à SNTV.
O dirigente evita conflitos e cita o lado positivo da pausa para a hidratação. “Talvez o treinador possa reavaliar certas situações, corrigir certos erros. Os jogadores descansam um pouco e voltam com força total. Bem, isso é necessariamente ruim? Talvez seja bom”, avaliou Infantino.
Na visão da Fifa, trata-se de uma medida para dar fôlego aos atletas em jogos cada vez mais disputados. “Também vemos a intensidade dos jogos. Nunca vimos 90 minutos em um torneio como este jogados com tanta intensidade”, considerou.
“Até o último segunda da partida, os jogadores atacam e assim por diante. Talvez seja também um pouco graças a essa pequena pausa que os jogadores têm. E depois ele podem voltar ao campo e mostrar o que sabem fazer.”