Um homem foi condenado pela Justiça de São Paulo, nessa segunda-feira (22), após desviar cerca de R$ 170 mil em recursos de uma empresa para apostar no “jogo do tigrinho”. Ele também teria usado fintechs para esconder os valores.
De acordo com os autos, ele atuava como gerente financeiro de uma empreiteira de impermeabilização, e por isso teria obtido acesso ao dinheiro da empresa.
Para executar o crime, o homem utilizou as senhas da sócia para acessar o limite do cheque especial da conta da empresa.
Processo e condenação
Os proprietários da empresa foram avisados pela instituição financeira de que a conta estava no vermelho.
Questionado, o profissional justificou que o déficit financeiro seria ocasionado por um débito automático da Receita Federal. Posteriormente, justificou o débito como uma fraude, alegando que as contas tinham sido invadidas.
A celeuma foi parar na 45ª Vara do Trabalho de São Paulo-SP, que condenou o homem ao pagamento de danos morais no valor de R$ 25 mil.
Na sentença, a magistrada ponderou que o desvio expressivo de valores pelo gerente financeiro, mediante abuso de confiança, seria passível de dano moral indenizável à sócia da empresa.
Além da indenização, a justiça determinou o rastreio de bens e valores em nome. Embora tenha sido citado, o réu não compareceu ou apresentou defesa na audiência.
A decisão ainda é passível de recurso.