A Frimesa, central de cooperativas e referência na produção de carne suína e derivados de leite, projeta uma forte expansão para os próximos anos. A meta é elevar o faturamento bruto de R$ 7 bilhões, registrado em 2025, para R$ 15 bilhões até 2032.
Para isso, a cooperativa planeja avançar em três pilares: aumento da capacidade produtiva, fortalecimento da presença comercial e aumento da eficiência logística. Como parte desse movimento, a empresa inaugurou recentemente um escritório corporativo em São Paulo e iniciou as operações de uma filial logística com centro de distribuição em Brasília, consolidando sua presença em duas regiões consideradas estratégicas para o crescimento dos negócios.
A estratégia passa por três pilares: ampliação da capacidade produtiva, fortalecimento da presença comercial e aumento da eficiência logística. Como parte desse movimento, a empresa inaugurou um novo escritório corporativo em São Paulo e iniciou as operações de uma filial logística com centro de distribuição em Brasília, consolidando sua presença em duas regiões consideradas estratégicas para o crescimento dos negócios.
Aposta em São Paulo
A chegada da Frimesa à capital paulista representa mais do que uma mudança geográfica. A cooperativa aposta no maior mercado consumidor do país para ampliar sua participação nas vendas nacionais e fortalecer a relação com o varejo.
Atualmente, São Paulo responde por cerca de 2,5% das vendas da empresa. A expectativa é elevar essa fatia para 4,5% até 2030.
O novo escritório funcionará como um centro de inteligência comercial, permitindo monitoramento mais próximo das demandas do varejo, maior agilidade na tomada de decisões e desenvolvimento de estratégias voltadas ao consumidor.
Essa movimentação vai possibilitar à cooperativa ampliar presença principalmente entre pequenos e médios varejistas, além de fortalecer o relacionamento com grandes redes supermercadistas.
A Frimesa também está reposicionando sua marca no mercado interno. O objetivo é reforçar atributos ligados à modernidade, inovação, sustentabilidade e proximidade com o consumidor final.
A iniciativa busca traduzir ao consumidor os valores do cooperativismo e da cadeia produtiva integrada que caracteriza o modelo de negócios da empresa.
O novo posicionamento procura destacar a origem dos produtos e a conexão com milhares de famílias produtoras ligadas às cooperativas filiadas.
Centro de distribuição em Brasília
Outro passo importante da estratégia foi a abertura de uma nova filial logística em Brasília.
A unidade foi projetada para otimizar a distribuição de produtos no Distrito Federal e em estados vizinhos, reduzindo prazos de entrega e ampliando a capacidade de atendimento regional.
O centro de distribuição possui capacidade para movimentar até 1.200 toneladas de produtos por mês e conta com 610 posições-paletes para armazenamento.
A estrutura inclui quatro docas para carga e descarga, além de uma frota dedicada de dez veículos destinada exclusivamente à operação regional.
Um dos diferenciais apontados pela empresa é a operação totalmente própria. A Frimesa passa a controlar integralmente as etapas de armazenagem, distribuição e entrega, permitindo maior rastreabilidade e controle de qualidade dos produtos.
Aumento da produção
Por trás da expansão comercial e logística está um dos maiores investimentos da história da cooperativa.
A nova unidade industrial de Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná, já recebeu cerca de R$ 1,4 bilhão em investimentos desde o início das obras, em 2023.
Quando estiver operando, o frigorífico terá capacidade para industrializar até 23 mil suínos por dia, ampliando significativamente a oferta de produtos da empresa para os mercados interno e externo.
A planta é considerada estratégica para sustentar o crescimento projetado pela companhia e aumentar sua competitividade tanto no Brasil quanto no exterior.
A trajetória de expansão da Frimesa está diretamente ligada ao modelo cooperativista.
A central reúne cinco cooperativas filiadas — Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato — que integram milhares de produtores rurais em uma cadeia produtiva verticalizada e rastreável.
Com quase 50 anos de atuação, a empresa ocupa a quarta posição entre as maiores processadoras de carne suína do Brasil.
Seu portfólio reúne mais de 560 produtos e atende cerca de 48 mil clientes entre supermercados, atacadistas, atacarejos, distribuidores, food service e indústrias de alimentos.
Em 2025, 74% das receitas vieram do mercado interno e 26% das exportações para quatro continentes.
A estrutura operacional inclui seis unidades industriais, 15 centros de distribuição, 41 mil posições de armazenamento, parceria com 410 transportadoras e quase 13 mil colaboradores.