Esta sexta-feira (12) marca os dez anos do ataque à boate Pulse, em Orlando, na Flórida, considerado o ato de violência mais mortal contra a comunidade LGBTQIA+ na história dos Estados Unidos e, na época, o tiroteio em massa mais letal já registrado no país.
Na madrugada de 12 de junho de 2016, cerca de 300 pessoas participavam de uma festa na boate quando Omar Mir Seddique Mateen entrou no local e abriu fogo contra funcionários e fregueses.
Segundo o FBI, o que começou como um ataque a tiros se transformou em uma situação de reféns quando o atirador entrou em um banheiro da casa noturna com diversas vítimas. Após horas de negociação e operação policial, agentes invadiram o local por volta das 5h da manhã e mataram o agressor.
Ao todo, 49 pessoas morreram e outras 58 ficaram feridas, de acordo com dados oficiais do FBI.

Durante o ataque, Mateen realizou três ligações para o serviço de emergência 911. Nas chamadas, ele declarou lealdade ao Estado Islâmico, além de citar os autores do atentado à Maratona de Boston, em 2013, e um homem da Flórida que morreu como homem-bomba na Síria.
Após a investigação, o FBI concluiu que o massacre foi um ato de terrorismo. Na época, o atentado foi considerado o pior ataque terrorista em solo americano desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
Além do impacto nacional, o episódio deixou marcas profundas na comunidade LGBTQIA+. O ataque ocorreu durante uma festa latina promovida pela Pulse, uma das casas noturnas mais conhecidas da região.
Memorial
Quase uma década depois da tragédia, o antigo prédio da boate foi demolido. Em março de 2026, equipes iniciaram a derrubada da estrutura, que permanecia fechada desde o atentado e ainda apresentava marcas de tiros em algumas áreas.
A propriedade foi adquirida pela cidade de Orlando em 2023 por cerca de US$ 2 milhões. No local, será construído um memorial permanente avaliado em aproximadamente US$ 12 milhões, com inauguração prevista para 2027.
O projeto busca preservar a memória das vítimas e transformar o espaço em um local de homenagem e reflexão sobre um dos episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos.
Dez anos após o atentado, familiares, sobreviventes e integrantes da comunidade continuam realizando eventos e cerimônias em memória das vítimas, enquanto a cidade de Orlando se prepara para inaugurar o memorial definitivo no local da tragédia.