Israel diz ter identificado ataque vindo do Iêmen; sirenes soam em Tel Aviv

As Forças de Defesa de Israel disseram que identificaram um ataque de míssil vindo do Iêmen, na madrugada desta segunda-feira (8) pelo horário local.

Os sistemas de defesa israelenses estariam operando para deter a ameaça aérea. Sirenes de alerta soaram na cidade israelense de Tel Aviv.

O ataque vindo do Iêmen ocorre após Israel ter anunciado ataques contra alvos militares nas regiões oeste e central do Irã. Sons de explosões foram ouvidas na capital Teerã e em outras cidades do país.

Mais cedo, República Islâmica disparou mísseis contra Israel em retaliação a uma ofensiva israelense sobre a região de Beirute, capital do Líbano, contra o grupo paramilitar Hezbollah, apoiado por Teerã.

A Guarda Revolucionária Islâmica emitiu nota sobre o ataque contra direto contra Israel alertando o governo israelense a cessar ataques contra o Líbano e disse que, se houvesse uma retaliação militar, as ações que viriam na sequência seriam “ainda mais devastadoras”.

Um assessor da liderança suprema do Irã já havia afirmado a uma emissora estatal do país que, além do Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandab poderia ser bloqueado caso Israel efetivasse a ameaça de dar uma resposta “poderosa” ao regime iraniano.

Se o Estreito de Ormuz, a partir dos portos de países árabes e do Irã no Golfo Pérsico, é por onde flui a principal fatia do petróleo consumido por países asiáticos, o Estreito de Bab al-Mandeb é a principal rota marítima global entre as linhas de produção da Ásia e os mercados consumidores da Europa, via Canal de Suez.

O Iêmen vive uma guerra civil há mais de uma semana, com um dos atores do conflito sendo os houthis, que são aliados de Teerã.

No final de 2023, militantes houthis começaram a atacar navios mercantes que passavam pelo estreito em retaliação à guerra de Israel no território palestino da Faixa de Gaza.

Os ataques levaram as companhias de navegação a usar rotas mais longas (contornando o continente africano, por exemplo), acrescentando semanas às viagens e obrigando-as a gastar mais com combustível, seguro e salários dos marinheiros.

O estreito, no entanto, permaneceu estável durante toda a guerra atual no Oriente Médio, preservando uma rota de exportação para a Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, depois que o Irã fechou o Estreito de Ormuz.

Texto em atualização.

* Com informações da Reuters e da CNN; publicado por Henrique Sales Barros

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