O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que seu encontro com o presidente norte-americano Donald Trump não foi motivado por questões eleitorais, mas para defender pautas do povo brasileiro. A declaração foi dada nesta quarta-feira (3) durante entrevista ao jornal O Tempo.
O parlamentar ainda lembrou de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para falar de sua determinação. “Sou filho do Bolsonaro, aqui tem sangue do Bolsonaro. Não é questão sobre apoio internacional ou não, não fui pedir apoio eleitoral pra ninguém. Fui lá defender bandeiras que são importantes para o povo brasileiro”, disse o parlamentar.
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump e outras figuras da alta cúpula do governo norte-americano na última semana de maio. Dois dias depois da reunião com o presidente, o departamento de Estado do país anunciou a classificação das organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”.
A medida vai ao encontro da pauta que família Bolsonaro defende há meses para a segurança pública. Em novembro do ano passado, a oposição buscou equiparar facções à organizações terroristas durante as discussões do “PL Antifacção”, mas acabou recuando.
Na prática, a classificação permite aos Estados Unidos ampliar sanções financeiras contra as facções e seus colaboradores, além de dificultar o acesso desses grupos ao sistema financeiro internacional e fortalecer mecanismos de investigação e cooperação internacional.
O governo Lula, por outro lado, era contra a ação. Após o anúncio dos Estados Unidos, o Palácio do Planalto divulgou uma nota que demonstrava preocupação com a soberania nacional e a independência financeira do país.