Subir degraus na escada ergométrica é um dos exercícios mais intensos quando o assunto é gasto calórico. Em poucos minutos, o corpo acelera o metabolismo, aumenta a frequência cardíaca e ativa grandes grupos musculares, como pernas e glúteos. Apesar de parecer uma atividade simples, ela não é indicada para todo mundo e exige cuidados específicos para evitar lesões.
Segundo profissionais ouvidos pela reportagem da CNN Brasil, a escada é considerada uma atividade física de alto impacto repetitivo. Isso significa que pessoas com histórico de dores ou lesões nos joelhos, quadris e coluna devem ter cautela antes de incluí-la no treino. Quem está acima do peso também precisa de atenção redobrada, já que o esforço adicional pode sobrecarregar as articulações.
“Embora seja um exercício de impacto moderado, a subida de escadas requer uma boa amplitude de movimento articular e força muscular. Indivíduos com condições como artrite avançada ou condromalácia patelar (sem acompanhamento médico e fisioterapêutico) devem ter cautela. Nesses casos, a força de reação e o torque gerado na articulação podem exacerbar a dor. É fundamental a orientação de um profissional antes de iniciar o uso”, explica Danilo Figueiredo, educador físico.
Por outro lado, pessoas sem limitações físicas podem se beneficiar bastante do exercício. A escada melhora o condicionamento cardiorrespiratório, fortalece membros inferiores e contribui para o emagrecimento, pois queima mais calorias em menos tempo quando comparada a outras atividades aeróbicas moderadas, como a caminhada em esteira, por exemplo.
O tempo ideal na escada depende do nível de condicionamento de cada pessoa. Iniciantes devem começar com treinos curtos, de cinco a dez minutos, em intensidade baixa, para que o corpo se adapte gradualmente.
Com o avanço, é possível aumentar a duração e a intensidade, chegando a sessões de 20 a 30 minutos para quem já tem preparo físico. A postura também influencia: manter o tronco ereto, apoiar levemente as mãos no suporte e não inclinar o corpo para frente ajudam a evitar sobrecarga na lombar e no quadril.
“É um exercício simples e de fácil execução, ou seja, as pessoas mais iniciantes e as mais avançadas podem fazer. A recomendação é que o iniciante faça por períodos curtos para que não tenha dor ou algum desconforto com o exercício. Já os mais avançados, o recomendado é que não ultrapassem os 30 minutos”, detalha Patrick Novaes Aguiar, especialista em fisiologia do exercício.
Os especialistas reforçam que o exercício não deve ser visto como único recurso para emagrecer ou melhorar o condicionamento. O ideal é combiná-lo com outras modalidades aeróbicas e musculação, equilibrando os estímulos e reduzindo o risco de desgaste nas articulações.
“Não deve ser realizado todos os dias, mas pode entrar dentro de um mix de atividades. O ideal é você ter algumas opções. Num dia você faz a escada, no outro pode fazer a caminhada ou corrida e, no outro dia, a pessoa pode fazer um pedal. Vai ser mais dinâmico, vai sobrecarregar menos as articulações e o indivíduo vai ter um leque maior de opções de atividade aeróbica”, acrescenta Aguiar.