Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (28), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), classificou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “essencial” para a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1.
A mensagem veio por meio de uma repostagem da publicação do chefe do Executivo, que comemorava a aprovação do texto na Casa na quarta-feira (27) e definia a decisão como “histórica”.
Na resposta, o parlamentar celebrava a parceria e resultado da votação, afirmando a “honra e felicidade de presidir a Câmara dos Deputados”.
“Debatemos, dialogamos, divergimos e construímos consensos possíveis. Também registro que o apoio do presidente Lula nessa jornada foi essencial”, completou o presidente da Câmara.
Na segunda-feira (25), Lula e Hugo se reuniram para articular os termos para o texto final que foi apresentado pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA), que propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, com duas fases de transição no período de 14 meses, e sem nenhum tipo de redução salarial aos empregados.
Tenho muita honra e felicidade de presidir a Câmara dos Deputados neste momento histórico em que o Parlamento brasileiro entrega ao país uma reforma voltada à vida das pessoas.
Debatemos, dialogamos, divergimos e construímos consensos possíveis. Também registro que o apoio do… https://t.co/HdaAMqYRGc
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) May 28, 2026
Texto aprovado segue para o Senado
A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada no plenário da Câmara em dois turnos na quarta-feira, com 472 votos a 22 na primeira etapa e 461 votos a 19 na segunda rodada. O próximo passo é a análise e votação no Senado, com datas definidas pelo presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
A expectativa tanto do Planalto como de Motta é de que o presidente da Câmara Alta acelere o processo da votação e conclua o processo em até 30 dias, com a promulgação ocorrendo antes do recesso parlamentar — com início previsto em 18 de julho.
Como mostrou a CNN Brasil, Alcolumbre disse a aliados que pretende seguir o “rito regimental” para votação do texto. A medida é entendida como um sinal de que não haverá obstáculos no andamento da pauta.
*Sob supervisão de Lucas Schroeder