O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) deve formalizar a desistência de sua candidatura ao Senado ainda nesta quinta-feira (28).
De acordo com pessoas próximas a Castro, ele irá focar em sua defesa após ser alvo de operações da Polícia Federal, uma delas, envolvendo o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo apuração da CNN, a saída das eleições era um “caminho meio vislumbrado”. Apesar de se dizer pré-candidato, Castro está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desde março.
Para substituí-lo, o PL avalaia nomes como o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado federal Carlos Jordy, para disputar o Senado.
Alvo de operações
No dia 15 de maio, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Castro na Operação Sem Refino. O dono da Refit, Ricardo Magro, que controla a refinaria de Manguinhos (RJ) e é acusado de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, também foi alvo da operação.
De acordo com a PF, a operação do último dia 15 investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
No dia 26 de maio, no âmbito da Operação Compliance Zero, a corporação cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro, que envolve investigações sobre os investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master.
Segundo o relatório da Polícia Federal, havia proximidade entre Castro e Daniel Vorcaro, além de indícios de “interferência política indevida” por parte do ex-governador do Rio de Janeiro em benefício do ex-banqueiro.