Os preços do petróleo estão caindo nesta quarta-feira (27), enquanto os investidores permanecem esperançosos de que um acordo para pôr fim à guerra esteja próximo, apesar dos sinais de que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã está sendo testado.
Por volta das 13h30, o petróleo Brent caía 3,5%, para US$ 93 o barril.
No mesmo horário, o petróleo WTI, referência nos EUA, recuava cerca de 4%, para US$ 89 o barril.
O otimismo dos investidores em relação a um caminho para a paz permanece intacto, apesar das ameaças de retaliação da Guarda Revolucionária Islâmica após os EUA terem realizado o que descreveram como “ataques de autodefesa” contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas ao redor do Estreito de Ormuz na segunda-feira.
“Os mercados continuam a priorizar a diplomacia em detrimento da fragilidade do mercado físico de petróleo, deixando o petróleo bruto vulnerável a fortes oscilações de preços caso a normalização através do Estreito de Ormuz se mostre mais lenta do que o esperado”, alertou Stephen Innes, sócio-gerente da SPI Asset Management, em nota.
Os Estados Unidos e o Irã continuam trabalhando para um memorando de entendimento que estabeleça as bases para um acordo.
A TV estatal iraniana divulgou mais cedo que Teerã obteve um esboço de uma estrutura inicial não oficial para um memorando de entendimento com os EUA. Pela estrutura do esboço, o Irã restauraria o transporte comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês, enquanto os EUA retirariam as forças militares das proximidades do país e suspenderiam o bloqueio naval.
No início da tarde, Donald Trump disse ainda que os EUA ainda não estão satisfeitos na negociação com Irã.
Apesar das dúvidas persistentes sobre a rapidez com que um acordo duradouro será alcançado, o índice S&P 500 atingiu um novo recorde histórico na terça-feira (26). O índice também foi impulsionado pelo otimismo renovado em relação às fabricantes de semicondutores, segundo analistas do Deutsche Bank.
*Com informações da CNN Internacional e Reuters