Humanos evoluíram andando como um gorila? Estudo revela pistas

Os únicos primatas que caminham eretos por todo o tempo são os humanos. Um estudo publicado pela Anais da Sociedade Real B (Proceedings of the Royal Society B) analisou que os pulsos humanos se assemelham fortemente ao de gorilas e chimpanzés, o que pode ser considerado como um fator que comprove que evoluímos dos primatas.

Os pesquisadores examinaram a anatomia de pulsos humanos em comparação com  a de outros primatas que possuem diversos estilos de locomoção: os gorilas e chimpanzés, que se apoiam nos nós dos dedos e os macacos e macacos-prego, que andam apoiados totalmente nas palmas das mãos.

Essa pesquisa carrega dados importantes para estudos da anatomia do pulso ao longo da evolução, capacitando futuros estudos de mapeamento dos movimentos da mão para manipulação de objetos, que podem então esclarecer como, quando e por que essa possibilidade apareceu.

Foi constatado pelos cientistas que, na maioria dos ossos examinados para a pesquisa, os do pulso humano se pareciam muito com aqueles que equivalem a ossos de macacos africanos, que se locomoviam apoiados nos pulsos.

Assim como os dos macacos africanos, os pulsos humanos também possuem as características que ajudam a estabilizar os pulsos quando se anda sobre os pulsos, assim como outros primatas .Essas características estão presentes na fusão do escafoide com o osso central.

Diferenciar a locomoção ereta da que se apoia nos nós dos dedos é crucial pois em ambas, o pulso não fica dobrado para trás. O andar com apoio da mão plana carrega o pulso em extensão, o que exige uma estrutura esquelética diferente.

Para a análise dos pulsos por completo, uma tomografia computadorizada e escaneada a laser 3D da superfície da mão foi utilizada para reconstruir a superfície externa de 2.037 ossos do pulso de diversas espécies vivas e extintas, inclusive de macacos e símios.

Para dimensionar a quantidade de sulcos e cristas sutis de casa osso, que são responsáveis por registrar a pressão colocada no pulso durante a movimentação, os ossos foram renderizados como figuras 3D.

Por mais que os humanos não andem apoiados nos pulsos, o estudo percebe que a evolução reaproveitou essa característica que antes estabilizava os pulsos dos nossos ancestrais e a utilizou para a nossa capacidade de manipular objetos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *