Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, voltou a se pronunciar na tarde desta quinta-feira (21) sobre a prisão da influenciadora. Em publicações nas redes sociais, Daniele afirmou que a irmã é inocente e negou as acusações de envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
“A Deolane é inocente. Não existe essa história de ‘lavar R$ 24.500’. Quem lava R$ 24,5 mil?”, questionou.
Além disso, Daniele negou a possibilidade de Deolane possuir mais de 30 empresas. “Ela jamais teve 35 empresas, como parte da mídia vem divulgando de forma irresponsável. A verdade vai aparecer, dentro da lei e da Justiça”, afirmou.
A irmã de Deolane também declarou que poderá fazer um pronunciamento caso a influenciadora não volte para casa.
“E deixo claro: se ela não voltar para casa, estou pronta para entrar ao vivo em todas as emissoras de TV que quiserem ouvir os esclarecimentos da defesa, sempre dentro da lei e com responsabilidade”, disse.
Ela finalizou fazendo um pedido por justiça. “Amanhã será um novo dia. Seguimos com fé, força e verdade. Acredito na Justiça”, concluiu.

Deolane Bezerra passou por audiência de custódia e está presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Santana, na zona Norte da capital paulista. A CNN Brasil apurou com fontes da Polícia Civil que ela deve ser transferida para um presídio em Tupi Paulista, no interior do estado.
Esquema de lavagem
As investigações revelaram uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar, dissimular e reinserir na economia formal valores vinculados à alta cúpula da facção criminosa PCC.
Em 2019, agentes da Polícia Penal apreenderam bilhetes e manuscritos no interior da Penitenciária II de Presidente Venceslau, que estavam com dois presos. Os conteúdos dos materiais revelaram algumas dinâmicas internas da facção, como atuação de lideranças encarceradas e possíveis ataques contra agentes públicos.
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Foram instaurados três inquéritos após a descoberta, buscando identificar todas as camadas e envolvidos no esquema. De acordo com as autoridades, o conteúdo desses bilhetes contava com ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos.
Entre os trechos analisados, existia a menção de uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pelo PCC. O segundo inquérito buscou identificar quem seria a mulher mencionada e qual seria a relação da transportadora com a facção.
A investigação resultou na Operação Lado a Lado, que revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.
Durante a operação, a apreensão de um celular abriu uma nova frente investigativa. O conteúdo retirado do aparelho revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula do PCC, além de indícios de repasses financeiros e conexões com Deolane Bezerra.
O que diz a família de Deolane
Pelas redes sociais, a advogada e irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a nova prisão de Deolane significa uma perseguição contra a advogada. Veja nota na íntegra:
“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expões, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública…para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi feito. E isso é grave. Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social. Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome.”