OIA prevê que mercado global de açúcar entre em déficit em 2026/27

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) espera que o mercado global ​de açúcar entre em déficit ​de 262 mil toneladas em 2026/27, marcando sua primeira estimativa para a próxima temporada.

O órgão intergovernamental observou o aumento do risco associado ao iminente fenômeno climático El Niño e disse em uma atualização trimestral nesta segunda-feira que sua previsão de déficit foi ⁠em grande parte impulsionada ​por uma queda esperada de 2 milhões de toneladas ​na produção.

A OIA elevou sua estimativa para o superávit global de ⁠açúcar na temporada 2025/26 (outubro/setembro) para ⁠2,24 milhões de toneladas , ante 1,22 milhão de ​toneladas ‌anteriormente.

“A perspectiva para os preços nos próximos três meses é ⁠neutra, pois o superávit de 2025/26 é modesto. Enquanto isso, a formação de estoques, impulsionada por preocupações com a redução do uso de fertilizantes (e) ‌o ⁠aumento do ‌hedge de preços, pode sustentar os preços”, disse.

Produção de etanol

Com relação ao etanol, que pode ser produzido a partir da cana-de-açúcar ou do milho, ⁠a OIA espera que a produção ⁠de 2026 aumente de 123,1 bilhões para 129,4 bilhões de litros, graças à ‌recuperação da produção brasileira e à expansão na Índia.

Ela prevê que o consumo de etanol aumentará de 122,9 bilhões para 126,9 bilhões de litros em 2026 — ainda um pouco abaixo dos níveis ‌de produção.

A alta dos preços do petróleo na esteira do conflito no Golfo Pérsico impulsionou a demanda por biocombustíveis: vários países ⁠introduziram ou expandiram programas de mistura, e o Brasil, a Índia e a UE estão examinando ativamente um aumento nas misturas ​para E32, E25 e E20, respectivamente”, disse a ISO.

Os biocombustíveis geralmente são ​misturados à gasolina ou usados para substituir o diesel e se tornam mais econômicos quando os preços do petróleo sobem.

 

 

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