As expectativas de aumento da safra de cacau na Costa do Marfim impactaram as cotações futuras na Bolsa de Nova York na sessão desta quinta-feira (14). O contrato para entrega em julho fechou em baixa de 4,69% e precificado em US$ 4.189 por tonelada.
De acordo com as informações do Tranding View, os vencimentos futuros se distanciaram da máxima de três meses, que foram alcançadas na sessão desta segunda-feira (11) quando atingiram o patamar de US$ 4.709 por tonelada.
Ainda segundo a análise internacional do Tranding View, a Costa do Marfim, que é o maior produtor, projeta uma produção de cacau de 2,2 milhões de toneladas para a safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas devido as condições climáticas favoráveis.
No entanto, a perspectiva permanece incerta devido as preocupações com a escassez de fertilizantes e os potenciais efeitos do El Niño nas plantações da África Ocidental.
O mercado também segue acompanhando as chuvas irregulares na Costa do Marfim, que reacenderam o alarme no mercado global de cacau.
Açúcar
Os preços do açúcar encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 2,54%, cotado a US$ 14,99 por libra-peso.
Em entrevista ao CNN Agro, o analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci, afirmou que a decisão da Índia de suspender as exportações não trouxe impactos relevantes para o mercado internacional. Segundo ele, as usinas indianas já não vinham realizando embarques devido aos preços baixos do açúcar na bolsa.
“As usinas não estavam mais fazendo exportações, já que os preços em Nova York não estavam nos patamares mínimos exigidos para que a operação da Índia fosse viável”, explicou Muruci.
O analista destacou ainda que a medida do governo indiano acabou proibindo um fluxo de exportação que, na prática, já não acontecia. “A comprovação disso é que, embora os preços do açúcar tenham subido de forma expressiva inicialmente, o mercado já devolveu grande parte dos ganhos nesta sessão”, afirmou.
Muruci também ressaltou que a Índia atualmente não ocupa posição de destaque entre os maiores exportadores globais de açúcar. “Hoje, a Tailândia tem um peso muito maior no comércio internacional. Se a medida fosse envolvendo a Tailândia, o impacto sobre o mercado seria bem mais forte”, concluiu.
Café
Os preços futuros do café encerraram a sessão desta quinta-feira em queda na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 1,80%, negociado a US$ 2,757 por libra-peso.
Segundo o Barchart, o mercado foi pressionado pela valorização do dólar. O índice da moeda norte-americana atingiu o maior nível das últimas duas semanas, fator que reduziu a competitividade das commodities negociadas em dólar, como o café.
Suco de laranja
Os contratos futuros do suco de laranja fecharam em forte queda na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira. O vencimento para julho registrou baixa de 5,23%, encerrando o pregão cotado a US$ 1.813,00 por tonelada.
Algodão
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão desta quinta-feira em queda na bolsa. O vencimento para julho recuou 3,31%, negociado a 83,94 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, o mercado operou pressionado ao longo do dia, apesar de uma recuperação parcial após as mínimas registradas no início da sessão.
O movimento também acompanhou a valorização do dólar, com o índice da moeda norte-americana avançando para 98,715 pontos. Já o petróleo bruto registrava leve baixa ao longo do pregão.