O relatório final da Polícia Civil de São Paulo apontou que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto solicitava que a esposa Gisele Alves Santana, morta em fevereiro, enviasse fotos da roupa que usava, enquanto estava fora de casa. Esta era uma das “regras de casados” a serem cumpridas pela esposa.
Em uma das situações, o coronel questionou: “Que roupa você está usando agora?”; em seguida, ordenou: “Tira selfie do corpo inteiro e me manda”. As mensagens foram enviada por aplicativo no dia 16 de fevereiro, dois dias antes do crime.
Além disso, segundo o documento, Geraldo tentava impor uma espécie de “manual de submissão” que deveria ser seguido por Gisele.
Geraldo tinha as senhas e acesso direto às redes sociais de Gisele. A análise técnica do celular do homem confirmou registros de entrada nas contas para fiscalizar as interações da esposa.
Segundo Geraldo, fotos de mulheres sozinhas eram uma espécie de “senha autorizando outros machos a chegarem juntos”. Para ele, fotos do casal serviram para os outros homens “desanimarem e caírem fora”.
Em mensagens trocadas entre o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e sua esposa Gisele Alves Santana no dia 13 de fevereiro, a mulher deixou claro a ele que o relacionamento havia acabado e que não se sentia mais casada.
No diálogo, a PM afirmou estar “praticamente solteira”. A resposta do tenente-coronel foi: “Jamais! Nunca será!”Segundo o relatório da Polícia Civil, Gisele manifestava de forma clara o desejo de encerrar o casamento.
Simulação mostra como PM foi morta:
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado pela Polícia Civil de São Paulo pela morte da esposa, a PM Gisele Santana, foi preso na manhã de quarta-feira (18).
A polícia havia pedido à Justiça paulista o mandado de prisão preventiva nesta terça (17), que foi concedido pela Justiça Militar e cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8º DP (Belenzinho).