A Arábia Saudita “reservou-se o direito de tomar medidas militares” contra o Irã, caso julgue necessário, declarou o ministro das Relações Exteriores, Príncipe Faisal bin Farhan, a jornalistas na noite desta quarta-feira (18), horário de Brasília.
A afirmação de Farhan aconteceu após uma reunião com ministros das Relações Exteriores árabes e islâmicos sobre os ataques iranianos na região.
“A mensagem do Irã hoje foi bastante clara… O ataque a Riad, enquanto vários diplomatas estavam reunidos, não me parece uma coincidência”, disse o ministro, horas após as defesas aéreas sauditas interceptarem mísseis balísticos sobre a capital.
“O Irã não acredita em dialogar com seus vizinhos. Ele tenta pressioná-los. E o que posso afirmar categoricamente é que isso não vai funcionar.”
A Arábia Saudita “não vai ceder à pressão”, acrescentou bin Farhan, afirmando que a pressão “se voltará contra ele”.
“Reservamo-nos o direito de tomar medidas militares, se as considerarmos necessárias, e, se chegar a hora, a liderança do Reino tomará a decisão necessária. Não hesitaremos em proteger nosso país e nossos recursos econômicos”, acrescentou.
O Irã voltou sua atenção para os ataques a instalações de energia na região na quarta-feira, após acusar os EUA e Israel de alvejar instalações de petróleo e gás – incluindo o campo de gás natural de South Pars, o maior do mundo.
Duas refinarias em Riad “foram atacadas”, disse bin Farhan. Um ataque com mísseis iranianos também causou “danos extensos” na Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, uma importante instalação de processamento de gás natural.
Os preços globais do petróleo dispararam, atingindo US$ 110 por barril, à medida que os ataques à infraestrutura de energia em todo o Oriente Médio abalaram os mercados.