O Brasil pode usar o gás natural que importa da Bolívia para fortalecer a produção nacional de fertilizantes. A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Jorge Viana.
Em entrevista a jornalistas no Fórum Empresarial Brasil-Bolívia, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, Viana relembrou que a dependência de insumos importados deixa exposta o agro brasileiro. “O Brasil tem um déficit muito grande de fertilizantes. A Bolívia tem um potencial enorme, mas, essencialmente, tem o gás. Se isso entra em Mato Grosso com baixo custo, tem possibilidade de exploração de fertilizantes essenciais para o agronegócio”, disse.
De acordo com estudos da Apex, há oportunidades comerciais para exportadores brasileiros, além de espaço para cooperação tecnológica, aumento de produtividade e integração de cadeias agroindustriais na região. Segundo a entidade, o agronegócio brasileiro apresenta “amplo potencial de expansão no mercado boliviano, especialmente nos segmentos de alimentos, máquinas agrícolas, fertilizantes e insumos para produção rural”.
Outro interesse comum entre as autoridades brasileiras e bolivianas é retomar a corrente bilateral entre as nações que, em 2013, era de US$ 5,5 bilhões. Atualmente, está em US$ 2,5 bilhões.
(Colaborou Juliana Camargo)