Operação contra armas 3D no RJ aponta ligação com Estado Islâmico

A operação que investiga a fabricação de armas em impressoras 3D apontou que o projeto de um dos modelos produzidos pela organização criminosa foi divulgado em canais usados por grupos extremistas, incluindo militantes ligados ao Estado Islâmico, segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de desenvolver e espalhar na internet o projeto da arma conhecida como Urutau, um modelo semiautomático que pode ser fabricado de forma caseira.

Segundo os investigadores, o armamento pode ser produzido com impressora 3D e peças não controladas, o que dificulta a fiscalização. A arma foi classificada como de alto poder letal em relatórios técnicos e já foi apreendida em operações no Brasil e no exterior.

O Ministério Público afirma que que manuais de instrução do modelo passaram a circular em fóruns online e também em canais usados por militantes jihadistas, que teriam destacado a facilidade de fabricar o rifle sem depender da compra de peças reguladas por autoridades.

A Agência Brasileira de Inteligência afirmou que monitorou o avanço do projeto para identificar brasileiros envolvidos no desenvolvimento, financiamento e divulgação da arma, além de avaliar riscos para a segurança pública.

Segundo a investigação, o principal suspeito do caso, conhecido pelo apelido de Zé Carioca, teria recebido financiamento por meio de criptomoedas para desenvolver o projeto e divulgar o material na internet. A polícia afirma que ele não atuava sozinho e que havia uma estrutura com responsáveis por testes, produção de peças, manutenção de sites e distribuição de manuais.

A operação foi realizada em 12 estados e cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão. As autoridades afirmam que as chamadas “armas fantasmas” preocupam porque podem ser produzidas com baixo custo e sem controle estatal, o que facilita o acesso por criminosos, milícias e grupos extremistas.

As apurações apontam que o principal produto disseminado pela organização era um modelo de arma semiautomática produzido com peças impressas em 3D combinadas a componentes não regulamentados

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