O técnico Dorival Júnior, do Corinthians, foi decisivo para a permanência do volante André, que esteve próximo de ser negociado com o Milan. Além da entrevista coletiva após a eliminação para o Novorizontino, o treinador deixou claro, nos bastidores, que não concordava com a transferência da joia.
A proposta do Milan era de 15 milhões de euros fixos, além de 2 milhões de euros em metas, por 70% dos direitos econômicos de André. No total, o Timão poderia embolsar cerca de R$ 103 milhões, de forma parcelada, ao longo dos próximos três anos.
Antes mesmo do pós-jogo contra o Novorizontino, a negociação de André já gerava debate entre diretoria e departamento de futebol. Inicialmente, a cúpula corintiana demonstrou interesse na venda, já que o clube precisa fazer caixa com transferências de jogadores e viu nessa oferta a melhor oportunidade até aqui.
Dorival, porém, junto com a comissão técnica, não viu a possível saída com bons olhos. Na visão do treinador, André tem um perfil raro, de difícil reposição. A comissão gostaria que um jogador chegasse para repor a saída da promessa, mas entende que dificilmente o nível seria mantido.
O Corinthians, por outro lado, tinha como objetivo redirecionar o valor da venda para aliviar sua situação financeira. O clube tem uma dívida avaliada em R$ 2,8 bilhões.
O presidente Osmar Stabile, após conversar com Dorival, entendeu que o prejuízo técnico poderia ser muito grande. Além disso, o mandatário foi convencido de que o clube pode receber propostas maiores pelo volante.
Neste momento, Stabile considera ideais ofertas na casa dos 25 milhões de euros (R$ 150,4 milhões) por 70% dos direitos econômicos de André. Valorizado, o garoto deve receber novas abordagens até a janela de transferências do meio do ano.
A tendência é que André seja titular nesta quarta-feira, contra o Coritiba, na Neo Química Arena, pela quinta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.