O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificou o regime do Irã como o “pior infrator do mundo em sequestros” durante um discurso nesta segunda-feira (9).
A declaração ocorreu em uma recepção pelo Dia dos Reféns e Detidos Injustamente, onde o diplomata vinculou a prática de detenções arbitrárias à necessidade da atual intervenção militar norte-americana na região.
Histórico de detidos e o caso Robert Levinson
Durante o evento, Rubio rendeu homenagens a Robert Levinson, ex-agente do FBI desaparecido em território iraniano há 19 anos e cuja morte sob custódia é presumida pelo governo dos EUA.
O secretário afirmou que o país não interromperá os esforços até que todos os cidadãos detidos injustamente retornem para casa.
Atualmente, nomes como Reza Valizadeh e Kamran Hekmati permanecem presos na penitenciária de Evin, em Teerã.
Organizações de direitos humanos e familiares têm manifestado preocupação crescente com a segurança desses prisioneiros à medida que a Guerra no Irã se intensifica.
Balanço das operações militares e baixas
Além das críticas diplomáticas, Rubio exaltou o progresso das operações bélicas contra o regime iraniano, classificando-as como “extraordinárias”.
Segundo o Secretário de Estado, a capacidade militar de Teerã está sendo reduzida diariamente, citando a destruição sistemática de mísseis, lançadores, fábricas de armamentos e a marinha iraniana.
O chefe da diplomacia norte-americana também prestou condolências pelas famílias dos sete militares dos EUA mortos no conflito até o momento.
O balanço oficial mais recente identifica o sargento Benjamin Pennington, de 26 anos, como a sétima baixa fatal, após ferimentos sofridos em uma base na Arábia Saudita.
Perspectivas para o fim do conflito
A postura de Rubio alinha-se às recentes declarações do governo de Donald Trump, que exige a rendição incondicional do Irã como termo exclusivo para o fim das hostilidades.
Enquanto os EUA afirmam que o objetivo é alcançar a paz e tornar o mundo “um lugar mais seguro”, o governo iraniano, agora sob a liderança de Mojtaba Khamenei, mantém a posição de que não haverá negociações enquanto os ataques de Israel e dos Estados Unidos continuarem.