As forças armadas de Israel realizaram uma série de ataques aéreos contra os subúrbios ao sul de Beirute, nessa segunda-feira (9), no Líbano, com o objetivo de atingir infraestruturas do grupo Hezbollah.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), pelo menos um dos bombardeios teve como alvo a Al-Qard Al-Hassan, instituição financeira vinculada à organização militante.
Expansão da ofensiva militar
A agência libanesa relatou a ocorrência de pelo menos quatro ataques aéreos em áreas consideradas redutos do Hezbollah na capital.
A ação militar em Beirute coincidiu com o anúncio, por parte das autoridades israelenses, de uma “onda de ataques em larga escala” contra infraestruturas do regime no Irã, abrangendo a capital Teerã, a cidade central de Esfahan e regiões ao sul do país
Contexto de resistência e diplomacia
O Ministério das Relações Exteriores do Irã reagiu às ofensivas afirmando que não há interesse em negociações diplomáticas enquanto a “agressão militar” continuar.
O porta-voz Esmaeil Baghaei declarou que o país focará em uma “resposta decisiva”.
O governo iraniano também tem reforçado sua parceria estratégica com a Rússia, que, segundo relatórios de inteligência, tem fornecido dados sobre a localização e movimentação de tropas e ativos militares dos Estados Unidos na região.