Se você está pensando em comprar uma máquina de expresso, vale prestar atenção em alguns pontos para não acabar levando para casa um modelo que não combina com o seu perfil. Afinal, para muita gente, fazer café já virou um verdadeiro hobby.
Existem diversas formas de preparar café: no tradicional coador de pano da vovó, em máquinas automáticas ou até em equipamentos profissionais. Alguns modelos usados em cafeterias podem custar mais de R$ 100 mil.
Por exemplo, um modelo mais básico da marca italiana La Marzocco pode custar a partir de R$ 60 mil, enquanto uma máquina mais simples da Philco pode ser encontrada a partir de R$ 500. Não é à toa que se tornou um mercado tão importante para a economia.
Ou seja, a variedade de modelos é ampla e a diferença de preços entre elas é significativa. Por isso, é tão importante saber exatamente o que você quer antes de escolher sua primeira máquina de café expresso.
Para te ajudar nessa decisão, reunimos algumas dicas importantes para ajudar você a escolher a máquina ideal para a sua rotina.
5 dicas para escolher sua primeira máquina de café expresso
Como uma máquina de café expresso não costuma ser barata, é importante escolher um modelo que realmente atenda às suas necessidades.
Com tantas opções disponíveis no Brasil, vale a pena definir antes o seu orçamento e entender quais recursos você considera essenciais para preparar o seu expresso do jeito que gosta.
Para facilitar a sua busca, confira cinco dicas para realizar uma escolha mais segura:
1. Compre um bom moedor antes da máquina
A qualidade do expresso muda bastante de acordo com o tipo de moagem do café. O pó vendido no mercado, por exemplo, normalmente não tem a moagem ideal para expresso, já que costuma ser mais grosso do que o necessário.
Quando você usa uma moagem mais fina, fresca e consistente, o resultado se aproxima mais do padrão daquelas máquinas profissionais de cafeteria.

Se o café sai sem crema, muito aguado ou amargo demais, o problema muitas vezes está justamente na moagem; seja pelo uso de um moedor inadequado ou de um café pré-moído fora da gramatura ideal para expresso.
Uma dica extra é dar preferência aos moedores manuais, já que muitos modelos elétricos de entrada não oferecem a moagem mais precisa.
2. Escolha o tipo de máquina pelo seu perfil
Antes de comparar os recursos de cada máquina disponível no mercado, vale decidir que tipo de experiência você quer ter. Você prefere aprender a ajustar cada detalhe para ter mais controle sobre o preparo ou quer apenas apertar um botão e receber o café pronto?
Se a ideia é praticidade e rapidez, uma máquina automática pode atender bem ao seu estilo. Inclusive, nesse caso, não precisa nem de um moedor, já que o café vem em cápsulas prontas.
Por outro lado, se você busca mais controle sobre moagem, extração e textura do leite, um modelo semiautomático, como os da Oster ou Philco, pode oferecer um ótimo custo-benefício.
3. Tipos de filtros em máquinas de espresso
Se a sua ideia é ter uma máquina que ofereça mais controle no preparo, vale entender como funcionam os filtros.

O filtro pressurizado costuma ser simples de usar em relação à moagem e aos ajustes, o que facilita a vida de quem está começando. Essa opção pressurizada cria pressão com uma saída mais restrita, o que oferece uma ajuda extra em máquinas mais simples.
Já o modelo despressurizado oferece mais controle e um resultado mais próximo ao de cafeteria, mas exige um moedor de melhor qualidade e mais precisão na hora de ajustar a receita. Então, isso aumenta o controle e possibilita chegar a um espresso com aquele “gosto de cafeteria”.
No fim das contas, o mais importante é escolher pensando no que faz sentido para o seu momento e nível de experiência.
4. Toma café com leite? Escolha uma máquina com boa vaporização
Se você escolher uma máquina semiautomática, poderá usar o vaporizador de leite embutido para preparar aquele café com leite cremoso, no estilo de cafeteria.

Nesse tipo de modelo, você vaporiza o leite manualmente e controla melhor a microespuma, decidindo se quer uma textura mais cremosa ou mais aerada.
Já nas máquinas de cápsula mais simples, normalmente não há vaporizador de leite. Ainda assim, é possível conseguir um bom resultado usando uma prensa francesa para espumar o leite.
Como fazer leite cremoso com a prensa francesa:
- Aqueça o leite até ficar quente, mas sem ferver, e despeje na prensa francesa;
- Movimente o ‘êmbolo’ para cima e para baixo rapidamente por cerca de 20 a 30 segundos;
- Quando o volume do leite aumentar e formar uma espuma consistente, está pronto.
5. Café: o mais importante para o seu expresso
Se você está em busca de uma cafeteira de expresso, lembre-se de que o principal elemento dessa compra: o café. Afinal, não adianta investir em um bom equipamento e usar um grão de baixa qualidade.

Cafés tradicionais ou até alguns superiores podem não entregar todo o potencial da extração. Isso vale especialmente para máquinas semiautomáticas, que dependem mais da qualidade do grão, da moagem e dos ajustes.
Por isso, escolher um bom café faz toda a diferença para extrair o melhor da sua cafeteira; principalmente se o modelo não utiliza cápsulas. Cafés gourmet e especiais podem ser as melhores opções, mas não são as únicas.
Confira os principais tipos de café no Brasil:
- Café extraforte;
- Café tradicional;
- Café superior;
- Café gourmet;
- Café especial.
Outro fator que pode influenciar bastante a sua experiência é a data de torra do café. Nas primeiras semanas após a torra, os grãos costumam apresentar aromas mais intensos e melhor desempenho na extração do expresso.
Isso não significa que o café perde qualidade imediatamente após esse período. Porém, com o passar do tempo, ele pode perder parte dos aromas e da intensidade, resultando em uma bebida um pouco menos encorpada.
O certo é falar café “expresso” ou “espresso”?
Em resumo, a forma correta no Brasil é “expresso”, como uma tradução. Já “espresso” é a grafia original em italiano, também muito utilizada.
Ou seja, as duas formas são corretas, mas “expresso” é a versão adaptada ao português.