O presidente americano Donald Trump afirmou que o Irã pelo ataque a uma escola primária em Minab, no sul do país, que matou pelo menos 168 crianças e 14 professores.
“Com base no que vi, isso foi feito pelo Irã”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
A fala do presidente americano contradiz análises da CNN, de outros meios de comunicação e de especialistas que sugeriram que o Exército dos EUA foram os responsáveis pela ação.
Ainda durante sua fala, Trump classificou as munições iranianas como “muito imprecisas”.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também culpou o Irã, dizendo aos repórteres: “O único lado que tem como alvo civis é o Irã”.
A Casa Branca não descartou anteriormente que militares dos EUA tenham realizado o ataque, e Hegseth disse na quarta-feira (4) que uma investigação estava em andamento.
Embora a apuração esteja em andamento e ainda não tenha sido concluída, a Reuters noticiou na última sexta (6) que investigadores militares americanos acreditam ser provável que as forças do país sejam responsáveis pelo ataque à escola.
Segundo a CNN informou anteriormente, imagens de satélite, vídeos geolocalizados, declarações públicas de autoridades americanas e a avaliação de especialistas em munições sugerem que a escola primária Shajare Tayyiba, atingida no dia 28 de fevereiro, aproximadamente na mesma hora em que as forças americanas provavelmente realizaram um ataque a uma base naval vizinha da Guarda Revolucionária Islâmica.
Conflito no Oriente Médio
No último sábado (28), os EUA e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo (29), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”