“Haters do Amor”: Katherine Center fala sobre coragem e aceitação do corpo

A autora best-seller do New York Times, Katherine Center, construiu um romance que traz, na bagagem, mensagens importantes de autoaceitação. O livro “Haters do Amor”, mais nova obra da norte-americana, foi publicado em fevereiro no Brasil pela editora Jangada.

A obra conta a história de Katie Vaughn, que já teve seu coração partido e jura que nunca mais vai acreditar em histórias de amor. Mas sua carreira como produtora de vídeo está em risco, e a única chance de se salvar é aceitar um trabalho de última hora com Tom “Hutch” Hutcheson, nadador-salvador da Guarda Costeira em Key West, na Flórida. O problema é que Katie não sabe nadar, mas finge que sabe — e ainda precisa lidar com Cole, irmão de Hutch, que não suporta sua presença.

Em uma segunda camada, o livro traz uma jornada de autoaceitação para Katie. Ela sai do Texas insegura com o próprio corpo, o que se reflete inclusive nas escolhas do seu vestuário, baseado em camisetas pretas e calças jeans. Chegando na Flórida, ela não só se vê empurrada pelo contexto a usar maiôs em público, como também a adotar mais cor em sua vida.

Além da relação com Hutch, pesa também o papel da melhor-amiga, que faz Katie encontrar em si mesma coisas dignas de amor, beleza e admiração.

Em entrevista à CNN Brasil, Katherine Center, que tem o mesmo nome da protagonista de “Haters do Amor” contou que buscou em si mesma e em suas vivências e observações a inspiração para compor o livro.

“Tive a oportunidade de explorar essa luta que muitas pessoas têm: ser autocrítica, dura consigo mesma e consciente sobre seus próprios corpos. […] Foi algo muito pessoal e vulnerável de escrever. Eu não precisei pesquisar no Google para essa parte da história. Eu não estava no computador perguntando: ‘como mesmo que as mulheres são malvadas consigo mesmas?’. Eu já sabia”, declarou a escritora.

“Tinha um pouco de sabedoria para compartilhar sobre como todos podemos ser mais gentis com nós mesmos. É uma história, de muitas maneiras, sobre a personagem principal se apaixonar por si mesma.”

A narrativa traz ainda um paralelo bem desenhado por Katherine, que é a jornada de coragem física e a jornada de coragem emocional. Katie precisa vencer seu medo de voar e aprender a nadar para acompanhar a rotina de Hutch, mas também tem que reunir forças para enfrentar seus traumas e se abrir para o amor.

“É muito fácil para nós admirarmos a coragem física, e esse é um ótimo tipo de coragem. Mas a coragem emocional é mais silenciosa; ela acontece internamente, nós não a vemos”, explicou a autora. “Eu queria trazê-la para fora para que pudéssemos ver o que acontece quando precisamos ser corajosos emocionalmente, quando precisamos fazer coisas que são aterrorizantes para nós, mas as fazemos de qualquer maneira.”

“O livro é sobre como podemos melhorar, como podemos ser mais doces conosco. No final, ela tem essa epifania sobre como ela tem sido e como ela quer ser daqui para frente. Acho que é uma história de cura.”

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