O Hinge, um dos principais aplicativos de relacionamento dos Estados Unidos, chegou ao Brasil em novembro do ano passado e trouxe consigo uma série de ferramentas inéditas em outras plataformas do gênero.
Uma delas é o Match Note, que é um mecanismo que permite ao usuário disponibilizar informações que ele considera cruciais para serem compartilhadas antes da concretização do match. Ou seja, se duas pessoas tiverem dado sim uma para a outra, antes de acessarem a janela de conversação, elas podem ver uma mensagem relevante.
“É uma ferramenta que permite contar a um indivíduo, antes de você começar a conversa, algo que é pessoal para você e que você talvez não se sinta seguro o suficiente para colocar no seu perfil, mas que você quer que essa pessoa saiba antes de começarem a interagir, para seu próprio benefício”, explicou a CEO do Hinge, Jackie Jantos, em entrevista à CNN Brasil.
A ferramenta possibilita criar um novo nível de privacidade, caso você queira tornar pública uma informação, mas não deixá-la disponível em seu perfil. É o caso, por exemplo, de pessoas com filhos, por exemplo, que podem preferir divulgar esses dados somente antes do match. Dessa forma, os usuários garantem que não serão combinados com quem não tiver interesse em se relacionar com eles.
“Nós ouvimos de pessoas que querem compartilhar, por exemplo: ‘aliás, acabei de me divorciar e tenho três filhos’. São coisas que as pessoas não querem colocar no perfil, mas querem revelar antes da conversa. Fica mais fácil iniciar o papo quando a outra pessoa já sabe; você atravessa essa barreira do medo de compartilhar algo”, afirmou.
“Sabemos que, especialmente na América Latina e no Brasil, o sentimento de segurança no app é muito importante. Tanto a segurança para compartilhar quem você realmente é — que é uma segurança emocional — quanto a confiança para sair e conhecer pessoalmente alguém com quem você está conversando online.”
Jackie Jantos contou ainda que o Match Note nasceu da cultura de cocriação do aplicativo, que costuma reunir usuários para desenvolver e testar suas funcionalidades. Nesse caso, o Hinge recrutou pessoas trans, que indicaram a necessidade de criar essa camada de privacidade.
“Aprendemos que é muito importante poder dizer a um indivíduo, antes de começar a conversa, algo que é pessoal para você e que você talvez não se sinta seguro o suficiente para colocar no seu perfil público, mas que quer que a outra pessoa saiba antes de começarem a interagir”, disse a CEO. “O sentimento positivo de afirmação, de segurança, de saber que você pode existir, florescer e ter sucesso como uma mulher trans no Hinge, sendo transparente dessa forma, é algo muito poderoso.”
O Hinge chegou ao Brasil em novembro de 2025, sendo este o segundo país da América Latina e ter a oferta do aplicativo de relacionamentos. A plataforma se vende como um meio criado para pessoas que querem ter encontros com propósito, e promete se distanciar dos outros apps ao interromper a tendência de dificultar combinações verdadeiras. O app “feito para ser deletado” prioriza interações reais e afirma ter como foco pessoas que buscam o mesmo.