Governistas condenam ataque ao Irã e oposição critica posição do Itamaraty

Integrantes da base aliada do governo no Congresso Nacional repudiaram os ataques feitos pelos Estados Unidos e por Israel ao Irã no sábado (28). Os congressistas ressaltaram as perdas de vidas de civis e a violação do Direito Internacional.

A ofensiva ao território iraniano também foi condenada pelo Itamaraty, que reforçou o posicionamento do país em defesa das negociações como “único caminho viável para a paz”. O governo também defendeu que países “exerçam máxima contenção” para evitar a escalada do conflito.

Parlamentares da oposição, no entanto, avaliaram que a postura do Executivo favorece o lado iraniano e o regime ditatorial do país. Congressistas criticaram a política externa brasileira e a aproximação com Teerã.

Os ataques começaram na madrugada de sábado (28) e deixaram mais de 200 mortos, segundo a emissora estatal iraniana Press TV, conforme informações do Crescente Vermelho Iraniano.

De acordo com o governo norte-americano, a ação militar mirou acabar com as forças armadas iranianas e destruir seu programa nuclear.

Em reação, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em todo o Oriente Médio, com explosões registradas em países com bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Base defende soberania

Líder do PT na Câmara, o deputado Pedro Uczai (SC) defendeu o diálogo e a diplomacia. “Não há solução duradoura fora do diálogo e da negociação. A guerra amplia sofrimento, desestabiliza economias e coloca vidas inocentes em risco”, afirmou no X.

Em nota oficial, a bancada petista afirmou que a ação militar “agrava tensões já elevadas no Oriente Médio e enfraquece o sistema de segurança coletiva, abrindo precedente perigoso para a normalização do uso unilateral da força nas relações entre Estados”.

Responsável pela articulação com o Congresso, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, avaliou que o ataque é uma “ameaça à estabilidade no mundo”.

As críticas à ofensiva militar contra o Irã também foram endossadas por integrantes do PSOL e do PC do B.

“Nenhum povo merece viver sob bombas, sanções e chantagens. Seguimos na luta contra toda forma de imperialismo. A paz se constrói com soberania, autodeterminação e respeito, nunca com a guerra”, disse o líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta (RJ).

Oposição critica

Ao criticar a declaração do Itamaraty, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o “Brasil precisa decidir se estará ao lado da liberdade ou do radicalismo, da democracia ou do autoritarismo”.

“Quando o Brasil decide se alinhar a regimes que financiam o terror, perseguem mulheres, ameaçam varrer Israel do mapa e desafiam a estabilidade mundial, não estamos diante de um simples gesto diplomático. Estamos diante de uma escolha moral”, afirmou no X.

Na mesma linha, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o Brasil está do lado de “ditadores” ao condenar os ataques. “Mais uma vez o governo Lula fica do lado dos ditadores! A ditadura iraniana tem que acabar!”, disse nas redes sociais.

Vice-líder da minoria no Congresso e pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL -RJ), avaliou como “inaceitável” o posicionamento do governo brasileiro.

“Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, disse em nota.

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