As estatais registraram déficit de R$ 4,9 bilhões em janeiro de 2026. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo BC (Banco Central) nesta sexta-feira (27).
Em termos nominais, ou seja, sem valores corrigidos pela inflação, é o maior déficit da história para o mês. Veja a trajetória do resultado primário das estatais para janeiro:
- janeiro de 2021: superávit de R$ 445,8 milhões;
- janeiro de 2022: superávit de R$ 4,4 bilhões;
- janeiro de 2023: déficit de R$ 2,2 bilhões;
- janeiro de 2024: déficit de R$ 1,7 bilhão;
- janeiro de 2025: déficit de R$ 1 bilhão;
- janeiro de 2026: déficit de R$ 4,9 bilhões.
No mês, as estatais federais foram deficitárias em R$ 3,17 bilhões. Veja:
- estatais federais: déficit de R$ 3,17 bilhões;
- estatais estaduais: déficit de R$ 2,23 bilhões;
- estatais municipais: déficit de 13 milhões.
O rombo das estatais federais é registrado em um momento de crise financeira nos Correios. De acordo com o Tesouro Nacional, o empréstimo de R$ 10 bilhões desembolsado pelos bancos para cobrir parte do rombo dos Correios corresponde pela maior fatia (78%) do saldo devedor das operações de crédito garantidas pela União, entre as empresas estatais.
Setor público consolidado
O setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – foi superavitário em R$103,7 bilhões em janeiro de 2026. No mês, o governo central e governos regionais foram superavitários. Veja:
- Governo central: superávit de R$ 87,3 bilhões;
- Estatais: déficit de R$ 4,9 bilhões;
- Governos regionais (estados e municípios): superávit de R$ 21,3 bilhões.
A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais – se manteve em 78,7% do PIB em janeiro, quando somou R$ 10,1 trilhões.